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(foto: Minervino Júnior / CB / D.A Press) O ​​oncologista Nelson Teich renunciou ontem como Ministro da Saúde, ele estava 28 dias à frente do portfólio. A decisão ocorre quando o país tem mais de 218.000 infectados e quase 15.000 mortos pelo novo coronavírus, segundo dados do ministério. Uma crise epidemiológica sem precedentes, que agora tende a se aprofundar. Teich se despediu do governo em uma breve declaração à imprensa, mas não revelou o motivo de sua decisão.

Sua partida, no entanto, foi mais do que antecipada. Primeiro, ele ficou surpreso, durante uma conferência de imprensa sobre a pandemia, por um decreto assinado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, que expande a lista de serviços essenciais que podem funcionar em meio à crise, como salões de beleza, academias, cabeleireiros e outros segmentos inadequados para controlar a proliferação do vírus.

Anteontem, sem treinamento na área de medicina, Bolsonaro voltou à acusação em defesa da cloroquina como medicamento para tratar pessoas infectadas com o novo coronavírus. Ele exigiu que Teich alterasse os protocolos seguidos pelos médicos, o que incluiria a droga. Se o ministro não, ele faria.

Cientistas e médicos nacionais e estrangeiros reafirmaram repetidamente que a cloroquina e a hidroxicloriquina não seriam adequadas para o tratamento de pacientes infectados ou gravemente doentes com o covid-19. Até os Estados Unidos, país de referência de Bolsonaro, condenaram o uso da droga.

Desde que assumiu o cargo, Nelson Teich não conseguiu montar sua própria equipe auxiliar. Bolsonaro nomeou o general Eduardo Pazuello como secretário executivo. Como substituto do ministro, Pazuello combinou os cargos de seu secretário com os militares e nomeou outros 37 para outras áreas do portfólio. Pazuello, comissário de bordo, que é responsável pela logística, não tem treinamento na área médica, mas será encarregado interino do Ministério da Saúde e poderá até ser eficaz se assinar o protocolo que inclui cloroquina para enfrentar o problema. coronavírus recente.

Embora aliado de Bolsonaro, responsável pela elaboração do plano de saúde do governo durante a campanha eleitoral de 2018, Nelson Teich é, acima de tudo, um médico respeitado por seus colegas e um empresário de sucesso no setor privado de saúde. Quando alcançou o alto escalão do governo, alertou que seguiria as orientações da ciência para enfrentar a pandemia. Mas ele pecou, ​​aos olhos do presidente, quando desenvolveu um plano técnico de relaxamento para quarentena com secretarias estaduais e municipais de saúde. Bolsonaro quer uma saída agora, e não a gestão tripartida, um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS). Então, Teich foi declarado: “A vida é feita de eleições e hoje eu decidi sair”. A crise agora está sob o comando do presidente Jair Bolsonaro.

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/opiniao/2020/05/16/internas_opiniao,855445/visao-do-correio-a-saude-fica-mais-doente.shtml

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