Se o presidente vetar o reajuste, o país volta ao caminho do ajuste fiscal, diz Guedes

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Ministro da Economia Paulo Guedes (Andressa Anholete / Getty Images)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, se o presidente Jair Bolsonaro vetar o aumento salarial para funcionários públicos, é garantido que, em 2021, o Brasil retorne ao caminho do ajuste fiscal. “Se o presidente vetar esse aumento, como ele disse, o déficit fiscal extraordinário devido a medidas de combate à pandemia fica restrito a este ano”, afirmou Guedes em uma videoconferência organizada pelo Itaú BBA nesta tarde de sábado, 9.

Guedes disse que é necessário garantir que, em 2021, os gastos da Previdência Social, os juros da dívida e os gastos com funcionários públicos permaneçam sob controle.

Ele observou que os dois primeiros elementos, ou inimigos, como ele os chamava, já estão sob controle devido à reforma da previdência e à mudança na política econômica, respectivamente. “Mudamos o” mix de políticas “, com taxas de juros mais baixas e taxas de câmbio mais altas, o que reduz as despesas”.

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O ministro acrescentou que acredita que hoje existe uma conscientização no Brasil sobre a necessidade de sustentabilidade fiscal. “Mudamos o regime tributário. Em vez de um freio monetário e “fiscal” frouxo, passamos ao ajuste fiscal, com taxas de juros mais baixas e uma taxa de câmbio mais alta “, disse ele.” O que estamos pedindo agora é que a administração pública faça uma contribuição “, afirmou.

Medidas

Na conferência, o ministro aproveitou a oportunidade para recordar as medidas tomadas pela equipe econômica para apoiar os consumidores e também as empresas durante a atual crise.

Ele acredita que a reação do Brasil foi rápida e acima da média dos países avançados. Nesse contexto, Guedes comparou o Brasil com os Estados Unidos. Ele disse que o governo brasileiro ajudou a preservar mais de 6 milhões de empregos, enquanto os Estados Unidos registraram mais de 20 milhões de desempregados. “Estamos fornecendo soluções de mercado para que as grandes empresas possam se reequilibrar”, disse ele.

O ministro disse que é verdade que o Produto Interno Bruto (PIB) está caindo drasticamente, mas disse que o governo mantém os “sinais vitais da economia” totalmente operacionais. “Os sinais são interessantes sobre preservação da saúde e as perspectivas são” v. “O Brasil é surpreendente. A hipótese menos provável para o Brasil é a de uma recessão prolongada”, previu.

Impostos

Guedes garantiu que o governo Bolsonaro não aumentará a carga tributária. “Criar impostos para aumentar a carga tributária não estará em nosso governo”, afirmou.

Ele ressaltou que a idéia de sair da crise econômica através de investimentos públicos e impostos não vai acontecer. “Não estará conosco”, disse ele em uma videoconferência.

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Ainda reiterando sua oposição aos novos aumentos salariais para funcionários públicos, aprovados pelo Congresso Nacional, ele disse que “seria um erro manter a possibilidade de um reajuste para funcionários públicos”. “Não é um caminho razoável.”

E acrescentou que é normal que, quando o Congresso aprove alguma coisa, o Presidente da República possa vetar. “Estamos solicitando essa contribuição do serviço público. Mas pedimos que apenas aumentos sejam suspensos. As promoções, seja na carreira civil ou militar, continuarão a acontecer normalmente, porque não são aumentos generalizados “, afirmou.

fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/se-presidente-vetar-reajuste-pais-volta-a-trilha-de-ajuste-fiscal-diz-guedes/

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