Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado

Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado
“O Twitter não está fazendo nada sobre todas as mentiras”, diz Donald Trump
3 de junho de 2020
Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado
Brasil e Austrália seguem um caminho diferente no mercado mineral durante a pandemia
3 de junho de 2020

Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado

Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado

Produção industrial cai 18,8% em abril com o impacto do coronavírus, abaixo do esperado

SÃO PAULO – A produção industrial brasileira despencou 18,8% em abril em relação a março, mostrou nesta quarta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior queda desde o início da série histórica, em 2002. Esta é a segunda vez consecutiva. mês de queda na produção, acumulando perda de 26,1% nesse período. No mês anterior, a atividade da indústria já havia contraído 9,1%.

Apesar da forte mudança negativa em abril, a expectativa média dos economistas compilados no consenso da Bloomberg foi ainda pior, apontando para uma queda no indicador de 28,3%.

Na comparação anual, a retração de abril foi de 27,2%, abaixo da mediana das projeções, que foi uma queda de 36,1%. Em março, a queda na produção industrial havia sido de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

PROPAGANDA

A redução da atividade industrial é reflexo da quarentena, que paralisou as fábricas dos principais centros produtores do país, é o primeiro dado que reflete um mês inteiro de isolamento social, já que março teve pouco menos da metade do mês em quarentena.

O setor acumulou uma redução de 8,2% no ano. No acumulado em 12 meses, o setor recuou 2,9%.

A queda acentuada no resultado refletiu-se na expansão do número de segmentos com taxas negativas, que afetaram as quatro principais categorias econômicas e 22 dos 26 setores pesquisados, evidenciando o aprofundamento das paradas em várias plantas industriais, devido ao isolamento social devido para a pandemia. do COVID-19. O índice de média móvel trimestral caiu 8,8% em abril de 2020 em relação ao nível do mês anterior, intensificando a queda de 2,4% observada em março.

A queda de 18,8% na atividade industrial de março a abril de 2020 teve uma queda geral, atingindo todas as principais categorias econômicas e a maioria (22) dos 26 setores pesquisados.

Entre as atividades, a influência negativa mais relevante foi destacada por veículos automotores, reboques e carrocerias (-88,5%), amplamente influenciada pelas paradas / interrupções da produção ocorridas em diversas unidades produtivas, devido aos efeitos causados ​​pela pandemia COVID-19. Com isso, esse setor intensificou a queda observada no mês anterior (-28,0%) e indicou a queda mais intensa desde o início da série histórica.

Outras contribuições negativas significativas para o setor total vêm de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-18,4%), metalurgia (-28,8%), máquinas e equipamentos (-30,8%), bebidas (-37,6%), bebidas (-37,6%), borracha e produtos plásticos ( -25,8%), produtos minerais não metálicos (-26,4%), produtos metálicos (-26,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,8%), transporte de outros equipamentos (-76,3%), couro, artigos de viagem e calçados (-48,8%), roupas, roupas e acessórios (-37,5%), produtos têxteis (-38,6%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,0%)), outros produtos químicos (-7,3%), diversos produtos (-30,6%) e móveis (-36,7%).

PROPAGANDA

Por outro lado, entre os três ramos que expandiram a produção naquele mês, os resultados mais importantes para a média mundial foram registrados por produtos alimentícios (3,3%) e farmacêuticos e farmacêuticos (6,6%), e ambos retornaram crescer após diminuir em no mês anterior: -1,0% e -11,0%, respectivamente.

Entre as principais categorias econômicas, mesmo em relação a março de 2020, os bens de consumo duráveis, com queda de 79,6%, tiveram a queda mais acentuada em abril de 2020, influenciada em grande parte pela menor fabricação de automóveis. Essa redução foi a mais intensa desde o início da série histórica e marcou o terceiro mês consecutivo de queda na produção, com uma perda acumulada de 84,4% nesse período.

O segmento de bens de capital (-41,5%) também teve uma redução maior que a média nacional (-18,8%) e marcou a maior queda desde o início da série histórica.

Os setores que produzem bens intermediários (-14,8%) e bens de consumo semi e não duráveis ​​(-12,4%) também apresentaram queda na produção, com a primeira intensificação da queda registrada no mês anterior (-3,7%) ; e a segunda, continuando com o comportamento negativo presente desde novembro de 2019 e acumulando uma perda de 25,2% nesse período. Esses dois segmentos tiveram os resultados negativos mais intensos em suas séries históricas.

fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/producao-industrial-despenca-188-em-abril-com-impacto-do-coronavirus-menos-que-o-esperado/

Os comentários estão encerrados.

%d blogueiros gostam disto: