Os Estados Unidos acreditam que a China tentou atacar redes de centros de pesquisa

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As agências supostamente descobriram a tentativa de acessar as redes PHOTO: Thinkstok

A constante suspeita do governo americano sobre o comportamento da China levou a uma nova suspeita: que hackers ligados à República Popular da China estão atacando redes de instituições de pesquisa para o novo coronavírus.

As informações foram divulgadas quarta-feira pela Agência de Infra-estrutura de Segurança Cibernética (CISA) e pelo FBI, ambos do governo dos Estados Unidos. Dada a gravidade da situação, as duas instituições fizeram a divulgação.

De acordo com o comunicado, todas as organizações de saúde, farmacêuticas ou de pesquisa participantes do Covid-19 devem “estar cientes de que são os principais objetivos dessa atividade e tomar as medidas necessárias para proteger seus sistemas”.

A declaração não incluiu os nomes das instituições que teriam sido alvo de hackers. O texto indica que todas as vítimas conhecidas já foram notificadas pela CISA ou pelo FBI, mas explica que não há como excluir a possibilidade de outros ataques ainda desconhecidos, o que justifica a publicação do alerta.

Embora o alerta indique que as tentativas de ataque representam uma “ameaça significativa” à “resposta [dos Estados Unidos] ao Covid-19”, não foi especificado quais seriam os interesses dos hackers e como as ações prejudicariam o país.

Não é a primeira vez que o governo dos Estados Unidos acusou diretamente a China de atacar empresas e organizações americanas. A China, no entanto, sempre nega as acusações. Em fevereiro, quando os chineses foram indiciados pela invasão de Equifax, um porta-voz do governo chinês disse que as alegações “não têm base factual” e são reduzidas a “assédio legal”.

Hackers estão explorando serviços de tecnologia

A CISA e o FBI não divulgaram detalhes técnicos específicos desses ataques, mas disseram que os hackers chineses estavam explorando o relacionamento das vítimas com seus provedores de serviços de tecnologia da informação.

O alerta refere-se a um documento de 2017 detalhando um ataque usando um programa conhecido como “REDLEAVES” (“Red Leaves”). Nesse ataque, os atacantes têm como alvo os provedores de serviços de infraestrutura e tecnologia, incluindo provedores de serviços “em nuvem”, para lançar ataques aos clientes desses provedores, que seriam os alvos reais da operação.

O código espião usado pelos hackers é capaz de roubar várias informações e credenciais dos sistemas atacados, além de executar qualquer comando enviado pelos invasores. Com isso, eles continuamente expandem sua presença nas redes atacadas, até obterem acesso às informações que desejam.

Por esse motivo, a CISA e o FBI recomendaram que as organizações adotassem procedimentos rígidos de segurança onde suas redes estivessem interconectadas com provedores de serviços e infraestrutura tecnológica.

As empresas também precisam exigir, mesmo no contrato, que os fornecedores adotem boas práticas de segurança e monitoramento do sistema. As informações de monitoramento do provedor de serviços devem ser integradas ao monitoramento do cliente, para facilitar a identificação de invasões.

O Irã teria atacado um laboratório

A imprensa americana informou que hackers iranianos tentaram atacar o laboratório de Gilead, que produz um medicamento que mostrou bons resultados em pacientes com o novo coronavírus.

Não se sabe se as tentativas de ataque foram bem-sucedidas. Gilead não comentou o assunto, dizendo que a empresa não comenta questões de segurança digital.

fonte: https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/05/eua-acreditam-que-china-tentou-atacar-redes-de-centros-de-pesquisa_105387.php

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