O governo de SP não divulga todos os dados usados ​​para autorizar flexibilidades em quarentena; ONG vê falta de transparência

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O profissional prepara o leito de UTI que receberá um paciente Covid-19 do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, em foto de 8 de maio – Foto: Suamy Beydoun / AGIF / Estadão

O governo de São Paulo não reporta todos os dados utilizados para autorizar os municípios a relaxar a quarentena. Desde que o plano de reabertura foi anunciado, um conjunto de indicadores de saúde foi estabelecido como um novo critério baseado em lançamentos. No entanto, parte do índice não está disponível de forma transparente ou sistemática pelo departamento de saúde do estado.

Embora o governo publique diariamente em seus boletins epidemiológicos o número de novos casos e óbitos pela doença no estado e nas cidades, não são relatadas novas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que têm maior peso na avaliação.

Em relação às taxas de UCI, há uma divulgação diária dos percentuais de ocupação no estado e na Grande São Paulo, mas não para cada município. Os dados do leito de Covid-19 não podem ser acessados ​​por 100.000 habitantes, também com maior peso. (Veja a tabela abaixo)

Na avaliação da organização OKBR, também conhecida como Rede de Conhecimento Livre (Open Knowledge Brazil), existe outro problema, principalmente em relação à taxa de ocupação da UTI: os parâmetros não são claros e representam apenas um estrato do estágio de o sistema público.

“O que ficou mais sério com a falta de transparência é que começamos a usar um indicador não transparente para determinar a abertura. Não basta apenas revelar a taxa, mas precisamos revelar a metodologia de cálculo”, diz Fernanda Campagnucci, diretora. do instituto no Brasil. e um dos coordenadores dos estudos realizados sobre a transparência dos estados na divulgação de medidas para conter a pandemia no país.

Fernanda estima que, como o governo de São Paulo reporta apenas a taxa de UTI para casos de coronavírus, sem considerar a disponibilidade e ocupação de outras doenças, o indicador distorce a realidade do sistema.

“Se você observar a taxa de ocupação da cama apenas na Covid, deixará de observar a rede como um todo. E um dos grandes riscos e a razão do isolamento é que o sistema perde capacidade de atender não apenas a Covid, mas também para outras doenças “.

Defende também a importância de os estados revelarem o tamanho da fila no serviço público, com dados por unidade de saúde, e a situação da rede como um todo.

“Estamos vendo uma pequena parte da fotografia e não estamos vendo a imagem real. É isso que mais nos preocupa”.

Segundo a última pesquisa realizada pela organização, o estado de São Paulo é o sexto pior em termos de transparência. “Temos alertado muito. Como epicentro da crise, o [SP] deve dar mais exemplos de transparência, mas não foi isso que aconteceu.”

Cinco critérios

De acordo com o Plano de São Paulo, cinco critérios serão considerados para avaliar a situação de cada região no controle da nova pandemia de coronavírus. Cada um tem um peso na conta que define a pontuação final do município. (Veja o quadro abaixo)

2 de 4 Critérios adotados pelo governo de São Paulo para classificar regiões em relaxamento de quarentena – Foto: Reprodução / Governo de São Paulo Critérios adotados pelo governo de São Paulo para classificar regiões de relaxamento de quarentena – Foto: Reprodução / governo de São Paulo

Critério

Dois se referem à estrutura do hospital:

Taxa de ocupação UCI para Covid-19

Número total de leitos de UTI para Covid-19 por 100.000 habitantes

Os outros três se referem à evolução da epidemia em sete dias, em comparação à semana anterior:

Novos casos confirmados em sete dias.

Novas mortes confirmadas em sete dias

Novas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que também inclui casos suspeitos que ainda não foram comprovados.

A capital de São Paulo e alguns municípios publicam parte dessas informações em seus boletins diários, mas as fontes não são padronizadas para todo o estado.

Inicialmente, o estado foi dividido de acordo com suas 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). No entanto, a diminuição da ocupação da UTI e a maior disponibilidade de leitos por 100.000 habitantes foram uma das justificativas para classificar a cidade de São Paulo em uma categoria de reabertura mais permissiva do que outras cidades da Região Metropolitana, embora pertençam à região. mesmo DRS.

Após pressão dos prefeitos, o governo concordou em transformar uma nova divisão da Grande São Paulo em 5 microrregiões, para que outros municípios com boas taxas também possam ser avaliados separadamente. No restante do estado, o ranking foi mantido (veja a tabela abaixo).

Na terça-feira (2), o coordenador do Gabinete de Crise do governo, Santiago Falcão, admitiu que todos os dados ainda não foram divulgados de forma homogênea no estado.

Em uma reunião ao vivo para esclarecer as dúvidas da população sobre o Plano de São Paulo, foi perguntado ao coordenador onde os prefeitos poderiam encontrar as informações sobre a taxa de leitos por 100.000 habitantes, uma vez que as informações não estão no Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)

“Na verdade, isso não acontece na Seade. Isso se baseia no que chamamos de Censo Covid, que está sendo estruturado. Foi a primeira tentativa do estado de ter uma visão homogênea de como essa crise se comporta. Falamos com vários prefeitos e cada um possui um banco de dados.Para termos uma visão que abrange o estado como um todo, devemos seguir uma única base. Hoje, o Censo Covid é a melhor base para isso.É um questionário que todos os hospitais responder diariamente. Quanto à disponibilidade, estamos tentando nos tornar transparentes em relação a esses dados ”, afirmou Falcão.

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (3), o Secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi apresentou alguns dados do Censo Covid com informações como taxa de ocupação e leitos por 100.000 habitantes no estado e na Grande São Paulo, mas os detalhes não . eles foram apresentados para todas as regiões ou municípios.

O G1 questionou a Secretaria Estadual de Saúde (2) na terça-feira sobre onde todos os dados do Censo Covid podem ser encontrados e sobre a transparência na divulgação dos dados que compõem a contabilização da classificação dos municípios, mas não obteve retorno até a publicação deste relatório.

Anteriormente, o governo informou que monitora continuamente os indicadores e que uma região pode voltar uma fase para aumentar o isolamento social, caso a epidemia avance.

3 de 4 Regiões do estado de São Paulo de acordo com a classificação para o alívio gradual da quarentena – Foto: Governo de São Paulo / Divulgação Regiões do estado de São Paulo de acordo com a classificação para o alívio gradual da quarentena – Foto: Governo de São Paulo / Press release

Casos de registro

O estado de São Paulo tem o maior número de casos e óbitos por coronavírus em 24 horas.

Nesta terça-feira (2), o estado quebrou um novo recorde diário de mortes e confirmações de casos de Covid-19, atingindo um total de 7.994 mortes e 118.296 casos da doença. O recorde anterior de novos casos havia sido estabelecido na semana passada, um dia após o anúncio de alívio.

Os números não significam necessariamente que infecções e mortes ocorreram da noite para o dia, porque o saldo do estado considera a data em que os diagnósticos foram registrados no sistema. As notificações são geralmente mais baixas nos finais de semana e segundas-feiras, pois os municípios trabalham com pequenas equipes de saúde.

Em uma coletiva de imprensa, o comitê de saúde do estado de São Paulo declarou que os números diários não podem ser considerados isoladamente e atribuiu o progresso dos casos ao aumento da capacidade de evidência. O governo argumenta que, embora as mortes e os casos estejam aumentando, a epidemia está crescendo mais lentamente.

No entanto, os números exatos de quantos testes são realizados por dia no estado ainda não foram divulgados.

“Nossa tendência em relação às hospitalizações é que, por enquanto, está se estabilizando, até diminuindo. O número de casos está aumentando, nos 7 dias em comparação aos 7 dias anteriores, porque também estamos aumentando os exames. Portanto, nossa expectativa é que esse número cresce e deve crescer porque vamos tentar muito mais “, afirma Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

Pesquisadores do Observatório Covid-19 BR questionaram os critérios adotados pelo governo e afirmaram que a flexibilização contraria o momento atual da epidemia, que continua a se espalhar.

Em relação à cidade de São Paulo, o secretário municipal de saúde, Edson Aparecido, afirmou que, embora a curva de casos e óbitos não diminua, ela desacelerou. Ele também afirmou que não há risco de colapso na rede pública.

fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/06/03/governo-de-sp-nao-divulga-todos-os-dados-usados-para-autorizar-flexibilizacoes-da-quarentena-ong-ve-falta-de-transparencia.ghtml

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