Estudo não publicado em SP detecta anticorpos em 5%

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Estudo não publicado em SP detecta anticorpos em 5%

Estudo não publicado em SP detecta anticorpos em 5%

Estudo inédito em SP detecta anticorpos em 5% (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Pesquisa inédita nos seis distritos com maior incidência de covid-19 na cidade de São Paulo mostra que, até o início desta semana, 5,19% dos moradores desses locais desenvolviam anticorpos contra o vírus, destaca Stay. A pesquisa também indica que 91,6% dos casos de infecção estão fora das estatísticas oficiais.

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O estudo, liderado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o apoio do Instituto Semeia e a participação de profissionais do Laboratório de Inteligência Fleury e Ibope, realizou testes sorológicos em 520 pessoas com mais de 18 anos. nesses seis distritos. E 27 mostraram anticorpos. Estudos com testes sorológicos são importantes porque ajudam a avaliar se uma determinada população está próxima ou longe da chamada “imunidade coletiva”, uma época em que o vírus tem poucas rotas de transmissão, uma vez que a maioria das pessoas possui anticorpos porque já foram infectados. . contaminado.

Como resultado, as autoridades estão planejando mais precisamente estratégias para facilitar as medidas restritivas. Na quarta-feira, o governo do Rio Grande do Sul divulgou os resultados de um estudo segundo o qual apenas 0,2% dos gaúchos já foram contaminados com o novo coronavírus.

A pesquisa, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas, também estimou uma alta subnotificação: haveria nove casos para cada um dos relatados até agora pelo sistema de saúde. Também na quarta-feira, o governo espanhol anunciou dados de uma pesquisa que testou cerca de 61.000 pessoas em todo o país.

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O resultado decepcionou aqueles que esperavam estar próximos da imunidade. Na média nacional, 5% dos espanhóis já foram infectados com o novo coronavírus, ou seja, 95% da população ainda é suscetível. Outro estudo, realizado pelo Instituto Pasteur na França, alcançou resultado semelhante: 4,4% dos contaminados em média no país. Não se sabe com certeza qual porcentagem da população precisa para desenvolver anticorpos até que a imunidade do rebanho seja alcançada.

Para o novo coronavírus, as estimativas variam de 70% a 90%. Segundo o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Fleury e um dos responsáveis ​​pelo projeto, o número inicial reforça a necessidade de medidas de isolamento. “A Espanha teve três meses de fechamento. Estamos no meio da escalada e já temos mais de 5%”, afirmou.

Os cientistas planejam refazer os testes pelo menos uma vez por mês. No primeiro teste, foram escolhidos os três distritos com maior registro de contaminação (Morumbi, Bela Vista e Jardim Paulista) e os três com maior número de óbitos (Pari, Belém e Água Rasa), segundo a Prefeitura. Equipes de técnicos do Fleury e pesquisadores do Ibope foram de casa em casa para coletar amostras de sangue venoso de residentes escolhidos com base exclusivamente em critérios estatísticos, incluindo aqueles sem sintomas.

Próxima Etapa

A próxima pesquisa, programada para começar em 10 de junho, incluirá toda a cidade. “São Paulo é o epicentro da pandemia no Brasil. Queríamos o epicentro do epicentro. Agora faremos isso por toda a cidade”, disse o biólogo Fernando Reinach, colunista do Estadão, responsável por reunir os vários agentes envolvidos no processo. pesquisa. A partir dos números coletados na próxima pesquisa, será possível calcular a velocidade com que a doença está se espalhando na cidade.

“Os dados divulgados hoje são o marco zero. Na próxima etapa, conheceremos a velocidade”, afirmou Marcia Nunes Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência. A pesquisa ajuda a medir a alta taxa de subnotificação. Segundo a pesquisa, 91,6% dos casos estão fora dos números oficiais. O motivo é a falta de evidências. Com poucos recursos, apenas os casos mais graves de pessoas que vão a hospitais são examinados e contados.

Pacientes assintomáticos ou com sintomas leves provavelmente não serão examinados. Estima-se que 80% dos infectados desenvolvem sinais leves da doença, como cansaço, febre ou dor de garganta. A nova pesquisa, por outro lado, realizou testes sorológicos com precisão de até 99,5% em pessoas escolhidas de acordo com critérios estatísticos, independentemente de os examinados desenvolverem sintomas da doença ou não.

“Até agora, essas pessoas eram invisíveis nas estatísticas oficiais”, disse Reinach. Outro dado revelador é a taxa de mortalidade de 0,95% do vírus, bem abaixo da média nacional de 6,9% do Ministério da Saúde. A razão da diferença, novamente, é assintomática ou com sintomas leves. “A taxa de mortalidade é logicamente maior entre as pessoas que tiveram sintomas graves, foram ao hospital ou morreram”, disse o biólogo. Em um artigo publicado na sexta-feira, a revista científica britânica The Lancet destaca a importância dos testes sorológicos para detectar indivíduos que desenvolveram anticorpos na formulação de políticas pós-pandemia.

“A discussão atual, por exemplo, aborda a noção de que a expansão do teste de anticorpos determinará quem está imune, fornecendo assim uma indicação do grau de imunidade do rebanho e confirmando quem poderá entrar novamente na força de trabalho”, diz o artigo. “Mas quanto tempo dura a imunidade? A melhor estimativa vem de coronavírus intimamente relacionados e sugere que em pessoas que tiveram uma resposta de anticorpos, a imunidade pode diminuir, mas é detectável além de um ano após a hospitalização. Obviamente” estudos longitudinais com pouco mais de um são pequenos e tranquilizadores, dada a possibilidade de outra onda de casos covid-19 em 3 ou 4 anos “.

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fonte: https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2020/05/epoca-negocios-estudo-inedito-em-sp-detecta-anticorpos-em-5.html

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