Estratégia de Bolsonaro para restaurar o papel da ajuda ao informal

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Estratégia de Bolsonaro para restaurar o papel da ajuda ao informal

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"Para não perder o papel de liderança do Congresso na luta contra os efeitos do novo coronavírus na economia, o presidente Jair Bolsonaro se encarregou da medida para proteger os trabalhadores independentes e informais. Ele decidiu que essas pessoas receberão ajuda do governo de R$ 600 por três meses, valor de R$ 100 acima do proposto pelos parlamentares e três vezes superior ao anunciado por sua própria equipe econômica na semana passada.

O valor foi anunciado pelo Palácio do Planalto como uma iniciativa conjunta do Executivo com o Legislativo. "É uma demonstração exaustiva do bom relacionamento entre os dois ramos do governo para encontrar soluções imediatas que atingem a população brasileira", diz a nota da Presidência da República. Mas, na realidade, o que ele viu foi um leilão de quem oferecia mais a trabalhadores informais.

O primeiro passo foi feito pela equipe econômica, que anunciou no dia 18 do mês passado a criação de cupons para trabalhadores informais e desempregados por meses. Esse auxílio seria de R$ 200 por mês, válido por três meses. Somente pessoas de baixa renda que não recebem benefícios de seguridade social, Bolsa Família ou outra assistência, como seguro-desemprego, seriam elegíveis.

A proposta recebeu críticas dos parlamentares pelo baixo valor que seria oferecido aos trabalhadores informais. O projeto, que seria enviado pelo governo ao Congresso, terminou sem sair do Ministério da Economia. Então, nos bastidores, começou uma negociação sobre a nova segurança.

Enquanto isso, o governo acabou editando outro projeto: uma medida provisória (MP) que permitia a suspensão do contrato de trabalho e salários dos trabalhadores do setor privado por quatro meses, sem contrapartida do governo. O presidente Jair Bolsonaro recebeu críticas e acabou revogando a seção do MP que permitia a suspensão. Então a equipe econômica alegou que houve um erro no MP.

Congresso assumiu a liderança: R$ 500

O Parlamento aproveitou o momento de incerteza do governo em relação ao valor do cupom e o erro na legislação trabalhista para liderar o debate sobre medidas para combater os efeitos da pandemia de coronavírus.

Os líderes do partido decidiram incluir em um projeto antigo, a partir de 2017, o aumento da renda do acesso ao Benefício de Benefício Contínuo (PCB), a criação de ajuda emergencial para trabalhadores informais durante a pandemia.

A ajuda recebeu entre os deputados o apelido de "coronavoucher". O valor fixo foi de R$ 500, por três meses, e o prazo pode ser prorrogado. Os outros critérios eram os mesmos do governo. A medida foi incluída pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG) no Projeto de Lei 9.236 / 17, redigido pelo deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).

A equipe econômica sinalizou aos deputados nos bastidores que era a favor de R$ 300, e não R$ 500. Após o sinal, o prefeito Rodrigo Maia (DEM-RJ) declarou que a Câmara não aceitaria um valor abaixo de R$ 500.

"O que entendemos é que a proposta do governo é pequena para o que a população precisa. Entendo o governo, que ainda está trabalhando na questão do impacto fiscal, mas, no momento, não é a coisa mais importante. A coisa importante é que todos nós, juntos, podemos gerar as condições mínimas para que os brasileiros mantenham a determinação do Ministério da Saúde, da OMS, dos estados e dos municípios ", afirmou nesta quinta-feira (26), antes de votar o projeto.

Fonte, Gazeta do Povo.

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