Educafro pede ao MPF que inicie ações criminais por racismo contra o presidente da Fundação Palmares

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A Fundação Educafro, com sede em São Paulo, apresentou uma representação perante o Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, solicitando a abertura de uma ação criminal pelo crime de racismo contra o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, por declarações que ele vazou em um áudio no qual ele faz discriminação racial contra membros de religiões em tons de africano.

No áudio, publicado pelo jornal “O Estado de São Paulo”, Camargo diz que “não haverá um centavo para o macumbeiro” enquanto ele estiver no comando da entidade. Na mesma gravação, o presidente de Palmares chama os negros de “escória”. (Leia abaixo).

O G1 enviou perguntas à assessoria de imprensa da Fundação Palmares e às carteiras de Cidadania e Turismo do Governo Federal, questionando se Sérgio Camargo quer falar sobre a denúncia e espera um retorno. Ao tentar entrar em contato também pelo número de telefone fixo da equipe da Fundação, ninguém respondeu.

Na representação apresentada ao MPF, o advogado da Educafro, Irapuã Santana, defende que o caso se enquadre no crime de racismo previsto no artigo 20 da Lei 7.716 / 89, que trata de discriminação ou preconceito de raça, cor, origem étnica, religião ou origem. nacional “. A pena pelo crime é de 1 a 3 anos de prisão, além de multa.

“Quando afirma categoricamente que as religiões africanas não receberão um centavo da Fundação, Sérgio Camargo incorre em discriminação odiosa, violando o estatuto de igualdade racial e a Constituição Brasileira”, escreveu o advogado no relatório criminal enviado ao MPF.

Para Frei Davi, líder da Educafro, há um claro racismo nas expressões feitas pelo presidente da Fundação Palmares.

“Entendemos que a comunidade negra tem que reagir a isso. Quem estiver no poder para defender nosso povo não pode ofender dessa maneira. Cabe ao promotor dar uma resposta. Eles avaliarão as medidas apropriadas”, disse o frade ao G1. .

“Pedimos a abertura de uma ação criminal pelo crime de discriminação em relação à religião. O que ele disse foi em tom depreciativo, chamando com desprezo e impugnação a uma religião”, disse o advogado.

Representantes do movimento negro sobre os insultos de Sérgio Camargo: ‘Desserviço’

Na gravação, segundo a representação da Educafro, Sérgio Camargo também diz:

“Há pessoas que vazam informações aqui para a mídia, vazam uma mãe de uma santa, um filho da puta … de uma macumbeira, uma mãe da Bahia, que ficou aqui tornando a vida de todos miserável. [. ..] Não Não haverá nada para um pátio em Palmares enquanto você estiver aqui. Nada. Macumbeiro não terá um centavo. ”

fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/06/03/educafro-pede-ao-mpf-abertura-de-acao-penal-por-racismo-contra-presidente-da-fundacao-palmares.ghtml

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