Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir ‘nos próximos dias’

Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir 'nos próximos dias'
Maia sugere eleições em 15 de novembro e 1º de dezembro em caso de adiamento
21 de maio de 2020
Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir 'nos próximos dias'
O Ibovespa consegue reduzir alto com o estrangeiro, mas volta a subir fortemente; dólar cai para R $ 5,63 com discurso de Campos Neto
21 de maio de 2020

Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir ‘nos próximos dias’

Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir 'nos próximos dias'

Covid-19: Crivella se reúne com Bolsonaro e anuncia que deve começar a reabrir ‘nos próximos dias’

BRASÍLIA – O prefeito Marcello Crivella disse quinta-feira, depois de se reunir com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, que apresentará na sexta-feira ao “conselho científico” do município um plano elaborado com empresários para retomar principalmente o setor comercial e parte do setor de serviços no Rio de Janeiro, em meio à pandemia do novo coronavírus.

– Agora estamos no estudo da retomada. Se Deus quiser, nos próximos dias começaremos a reabrir as coisas, disse Crivella, no final da reunião, realizada a convite de Bolsonaro, que pediu informações sobre a capital do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o prefeito, a reabertura será escalonada “como em todas as partes do mundo”. Ele observou que houve uma queda de 80% na multidão e no número de passageiros nos ônibus da cidade, o que daria “sinais no horizonte de que deveríamos voltar às atividades”.

Covid-19: Rio ainda tem 436 pessoas on-line para vagas em leitos do SUS

Crivella almoçou com Bolsonaro e o ministro da Secretaria do Governo, Luiz Eduardo Ramos, e depois teve uma reunião privada com o presidente, que até agora não fazia parte de sua agenda oficial. Ele disse que lidou com o coronavírus na conversa, mas se recusou a dar detalhes do que foi discutido na reunião, argumentando que cabe ao anfitrião divulgá-los.

Quando questionado sobre a situação no Rio na luta contra o Covid-19 e se foi feito algum pedido específico ao chefe do governo federal, o prefeito disse que as camas estão disponíveis nos hospitais.

– No Rio de Janeiro, graças a Deus, existem camas e, diante dessa tragédia, o Rio de Janeiro tem respiradores. Compramos 806 respiradores na China e já os recebemos, disse ele.

Quando perguntado se Bolsonaro falou sobre medidas restritivas contra o novo coronavírus, que critica o isolamento social adotado por estados e municípios, Crivella disse que o caso do Rio era um “fato interessante”, porque existe um conselho científico que aconselha a cidade. e nunca houve o chamado “bloqueio”.

– O Rio de Janeiro manteve a indústria aberta. Toda a indústria sempre esteve aberta, sempre trabalhou, incluindo construção, indústria de petróleo e gás, aço … Serviços também. Escritórios de advocacia, escritórios de contabilidade, arquitetura, engenharia, todos funcionavam normalmente. Os serviços que foram interrompidos foram aqueles prestados nas proximidades, por exemplo, manicures, cabeleireiros, dentistas. Menos de dois metros, eu não conseguia. A parte comercial, então, foi o grande impasse, mantendo apenas o essencial. Mas a indústria e os serviços, em geral, não pararam, disse ele.

Sobre o “estudo da retomada”, ele disse que o plano foi formulado com os empresários do Rio “de todos os setores paralisados, principalmente o setor de comércio, parte do setor de serviços”.

– A indústria também contribuiu, apesar de não ter tempo de inatividade. Todos nos sentamos, fizemos um projeto e quero apresentá-lo à comunidade científica, para que, diante dos leitos que estamos abrindo, e também a redução da curva de velocidade de contágio, possamos retomar as atividades do Rio – ele disse.

Niterói reabre: Niterói reabre o banco e tem intenso movimento na calçada

Na sequência, Crivella relativizou os decretos de Bolsonaro que ampliaram a lista de atividades essenciais em meio à pandemia, dizendo que os atos “sempre terminavam com reservas”, de que o governador e o prefeito deveriam analisar a situação atual em cada caso .

– Se fosse uma ordem, se fosse uma decisão do governo federal, o Rio obedeceria sem nenhum problema. Mas, como era uma reserva, o Rio de Janeiro, em suas condições, manteve a distância social nesses setores de serviços que são fornecidos a dois metros. Agora, com as máscaras, as curvas caindo, tenho certeza de que nos próximos dias teremos libertação, declarou.

À noite, transmitindo em suas redes sociais, Bolsonaro disse que conversou com Crivella sobre o retorno do futebol. Segundo o presidente, o Ministério da Saúde seria favorável e a decisão estaria “nas mãos” de Crivella.

– Hoje tive Marcello Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, conversando sobre o retorno do futebol. No começo, havia muitos jogadores que eram contra, agora (existe) outro entendimento por parte dos jogadores, obviamente sem fãs. Isso está nas mãos do prefeito Marcello Crivella. No que diz respeito ao Ministério da Saúde, o Ministério é a favor de emitir um parecer a esse respeito.

Segundo o presidente, os jogadores são favoráveis ​​e o retorno dos jogos pode relaxar as pessoas que estão em casa.

– Para que possamos ver uma bola de futebol aos sábados e domingos, até ajuda a deixar as pessoas em casa, menos estressadas. É ótimo assistir futebol. E os jogadores querem, o que importa é isso. Os jogadores querem jogar novamente. Afinal, não sabemos quando essa pandemia terminará, mesmo quando parar.

Bolsonaro também disse esperar um eventual retorno do Campeonato Carioca que seria seguido em outros estados.

– Espero que Marcello Crivella, tenente de R / 2 no exército brasileiro por oito anos, decida autorizar o retorno do Campeonato Carioca, espero que o mesmo aconteça nos outros estados.

Outras agendas em Brasília

O prefeito disse ainda que, após a reunião em Planalto, ele se reuniria com o primeiro-ministro do Ministério Público, José Levi Mello, para discutir a negociação de uma dívida que o Ministério da Saúde possui com o Rio e os recursos que El O município está preso na Caixa Econômica Federal desde a época dos Jogos Olímpicos de 2016.

– Precisamos mediar o procurador-geral da União e espero que eles consigam agora, quando o Rio mais precisa, certo? Todas as cidades do Brasil tiveram uma queda significativa na renda devido ao coronavírus, todo mundo sabe disso. Então, naquele tempo, aqueles problemas que estavam pendentes, tentamos resolvê-los, disse ele.

Ele então disse que se reuniria com o Ministro dos Transportes, apesar de esse portfólio não existir no governo Bolsonaro, para falar “sobre concessões, pedágios e coisas do gênero”. Ele provavelmente se referiu ao proprietário da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

fonte: https://oglobo.globo.com/rio/covid-19-crivella-se-reune-com-bolsonaro-anuncia-que-deve-comecar-reabertura-nos-proximos-dias-24438861

Os comentários estão encerrados.

%d blogueiros gostam disto: