Com o aumento de casos Covid-19, a Colômbia reforça a presença militar na fronteira com o Brasil e o Peru

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BOGOTÁ – O governo colombiano decidiu aumentar a presença militar nas áreas de fronteira com o Brasil e o Peru, antes de um aumento significativo nos casos de Covid-19 na região. Segundo as autoridades locais, o departamento colombiano do Amazonas registra o maior número de infecções per capita no país, 94 casos para cada grupo de 10.000 habitantes. Em Letícia, capital regional, muitos dos infectados vieram do Brasil, através da fronteira com Tabatinga, cidade com 329 casos, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde da Amazônia.

“Tomamos a decisão de militarizar todos os pontos de fronteira e exercer controle para impedir que os casos cheguem à população flutuante”, disse o presidente colombiano Iván Duque em um programa de televisão do governo na terça-feira. Até o momento, a Colômbia registrou 12,3 milhões de casos e cerca de 500 mortes e tomou medidas estritas para isolar e restringir as atividades.

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Além do risco de casos importados, as autoridades de saúde de Letícia denunciam a falta de recursos no único hospital da cidade, que não possui unidade de terapia intensiva. Por esse motivo, eles argumentam que os hotéis devem ser usados ​​para aumentar o número de camas disponíveis. Medidas de isolamento social e restrições de movimento serão ampliadas.

Casos entre detidos

Outra preocupação é a disseminação da doença entre os detentos da cidade: segundo o diretor da única penitenciária Letícia, dos 181 detentos, 89 foram diagnosticados com Covid-19. Repetindo um cenário trágico e comum na América Latina, o local opera além de sua capacidade e está longe de ter condições sanitárias adequadas.

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No entanto, o diretor da unidade revelou que não sabe quem está infectado e teme que a situação fique fora de controle em breve. Ele também disse que não sabe como o coronavírus chegou lá.

A Colômbia decretou uma emergência em todo o sistema penitenciário no final de março, depois que uma rebelião deixou 23 detidos mortos e quase 100 feridos na prisão de La Modelo, em Bogotá. Além da suspensão das visitas, as autoridades permitiram que 4.000 detidos condenados por crimes considerados menos graves, além de maiores de 60 anos e com doenças crônicas, realizassem prisões domiciliares.

Mesmo assim, várias prisões se tornaram o foco da doença na Colômbia. Em Villavicencio, 859 estão infectados entre os 1.835 detidos.

fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/com-aumento-de-casos-de-covid-19-colombia-reforca-presenca-militar-na-fronteira-com-brasil-o-peru-24423987

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