Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era “desarmamento”, diz o deputado

Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era "desarmamento", diz o deputado
O delegado diz que foi entrevistado por Ramage em 2019 sobre enfrentar a PF no Rio de Janeiro
13 de maio de 2020
Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era "desarmamento", diz o deputado
Bolsonaro usou codinomes em testes de coronavírus para preservar a identidade
13 de maio de 2020

Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era “desarmamento”, diz o deputado

Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era "desarmamento", diz o deputado

Bolsonaro não confiava no ex-diretor da FP porque Moro era “desarmamento”, diz o deputadoA deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse nesta quarta-feira (13), em depoimento à Polícia Federal, que acreditava que o presidente Jair Bolsonaro não confiava no ex-diretor geral da FP, Maurício Valeixo, porque o então ministro Sergio Moro era ” desarmamento”.

Segundo o parlamentar, Moro e o presidente Jair Bolsonaro tiveram “algo recente”, um conflito ou uma divergência, dependendo do conteúdo do depoimento, sobre esse assunto.

Como a Polícia Federal é responsável por emitir registros e portar armas, diz Zambelli, o presidente “não confiaria” no delegado Valeixo, nomeado para o cargo por Sergio Moro em 2018.

Segundo o comunicado, Carla Zambelli enviou uma mensagem sobre esse assunto a Sergio Moro em 17 de abril, uma semana antes da mudança de endereço da PF e da renúncia do ministro. O conteúdo da mensagem não está descrito no documento.

A parlamentar diz em seu depoimento que não ouviu diretamente de Bolsonaro nenhuma expressão de desconfiança em relação a Valeixo. A mensagem, disse ele, foi enviada “no contexto” da disputa entre Moro e Bolsonaro sobre a questão das armas.

“O que questionou a mensagem […], esclarece que o presidente Jair Bolsonaro não expressou desconfiança com o ex-diretor-geral Maurício Valeixo, e que a mensagem estava no contexto de que o ex-ministro Sergio Moro estava desarmado e, por esse motivo, ele e o presidente Jair Bolsonaro tiveram “algo recente” e, por esse mesmo motivo, o presidente não confiava no delegado Valeixo, então diretor-geral da Polícia Federal, órgão responsável por emitir registros e portar armas “.

Aliada de Jair Bolsonaro, Carla Zambelli testemunhou na investigação aberta pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, para investigar a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Segundo o ex-ministro Sergio Moro, Bolsonaro pressionou por mudanças na direção geral e na superintendência do PF no Rio de Janeiro.

A vaga no STF

Zambelli foi chamado para prestar depoimento porque, no dia em que se demitiu, Moro conversou com o deputado do National Journal que, em sua opinião, provaria as tentativas do governo de influenciar a direção das investigações da PF (veja o vídeo).

Nas mensagens, o parlamentar declara que, se Moro aceitar a substituição defendida por Bolsonaro na direção geral do FP, ele poderá, depois de alguns meses, ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.

Moro mostra evidências de JN de acusações contra Bolsonaro

Quando questionada sobre essas mensagens no depoimento, a deputada do PSL disse que “como ativista, ela veio trabalhar com o então presidente [Michel] Temer na nomeação de Ives Gandra Martins Filho para a vaga do Supremo Tribunal do Ministro Teori”. .

E que, portanto, ele achava que poderia “trabalhar com o presidente Jair Bolsonaro” para que Sergio Moro fosse o substituto do ministro Celso de Mello. O reitor da Suprema Corte se aposentará por idade ainda este ano.

Ainda tentando registrar Moro no STF, a deputada diz que não conseguiu falar com Bolsonaro, nem com os interlocutores do presidente, sobre a proposta feita a Moro por mensagens de telefone celular.

O ministro Teori Zavascki morreu em janeiro de 2017 em um acidente de avião. Naquela época, Carla Zambelli não tinha mandato político e liderava um movimento social de direita. Um mês após sua morte, Temer nomeou Alexandre de Moraes para a vaga deixada por Teori.

A advogada Ives Gandra Filho, citada por Carla Zambelli, é ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A véspera da resignação

O comunicado também detalha as conversas mantidas por Carla Zambelli em 23 de abril, um dia antes das trocas com a PF e o Ministério da Justiça. As mensagens reveladas pelo Jornal Nacional mostram que, naquele dia, o deputado já havia tentado convencer Moro a permanecer no cargo.

Segundo o relatório, o MP também “entrou em contato com o delegado Maurício Valeixo por telefone, através de uma chamada no aplicativo WhatsApp”.

Nesta ligação, Carla Zambelli diz que ouviu de Valeixo que “ele já havia se demitido naquele dia, sem revelar o motivo, mas o ex-ministro Sergio Moro não havia aceitado”.

A deputada afirma ainda que, às vésperas da demissão de Valeixo, entrou em contato com o ministro da Secretaria do Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten.

fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/13/bolsonaro-nao-confiava-em-ex-diretor-da-pf-porque-moro-era-desarmamentista-diz-deputada.ghtml

Os comentários estão encerrados.

%d blogueiros gostam disto: