Apesar da superlotação, Gaza desafia previsões e evita surtos de coronavírus

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A Faixa de Gaza, considerada um dos territórios mais vulneráveis ​​e superpovoados do planeta, não registra oficialmente uma crise de saúde devido ao coronavírus. A situação também é relativamente boa na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

O surto, iniciado em fevereiro deste ano, levou toda a região da Terra Santa a tomar medidas preventivas estritas. Os palestinos foram rápidos e, apesar da rivalidade com Israel, os dois lados colaboraram e tomaram medidas semelhantes.

Desde o início do surto, 547 casos de Covid-19 foram confirmados na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza, com uma população estimada em cerca de 6 milhões de pessoas. Houve apenas quatro mortes no total, duas na Cisjordânia e duas em Jerusalém Oriental.

Em Gaza, em particular, não houve morte pelo coronavírus e apenas 20 casos foram diagnosticados. Apesar dos temores, há dois ou três meses, de que o território superlotado e isolado pudesse sofrer um surto grave do vírus, que poderia se espalhar como um incêndio na floresta por becos estreitos e cheios de gente.

Temia-se que o sistema de saúde já vulnerável da região não pudesse ajudar um grande número de pacientes. Mas isso não aconteceu, pelo menos até agora.

No caso específico de Gaza, todos os que entraram no território desde meados de fevereiro ficaram em quarentena por duas semanas em centros de isolamento do governo. Isso foi essencial para evitar o contágio.

Caso contrário, os líderes do grupo islâmico Hamas, que controlam Gaza com mão de ferro, limitaram severamente o movimento dos quase dois milhões de habitantes do território, fecharam mesquitas, bares e restaurantes e proibiram multidões. Somente nos últimos dias o Hamas decidiu relaxar um pouco as regras, devido aos bons resultados.

O Hamas garante que não há subnotificação e que eles realmente conseguiram conter o vírus. Mas o que mais ajudou nisso tudo é o que os palestinos mais reclamam: o isolamento da Faixa de Gaza devido ao bloqueio de suas fronteiras por Israel e pelo Egito.

Poucos residentes viajam para o exterior e o território recebe muito poucos visitantes. Nesse caso, esse isolamento acabou protegendo a população do enclave.

Também na Cisjordânia, os palestinos adotaram medidas semelhantes a Israel. Quando os primeiros casos surgiram no início de março, depois que alguns turistas gregos foram diagnosticados em Belém, as autoridades palestinas fecharam rapidamente as fronteiras com Israel e a Jordânia e determinaram medidas de isolamento social.

Até a mesquita Al-Aqsa em Jerusalém, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, foi fechada aos fiéis pela primeira vez na história. A população recebeu instruções claras em entrevistas coletivas diárias do Primeiro Ministro Mohammad Shtayyeh e do Ministro da Saúde Mai al-Kaila.

Muitos empresários palestinos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental prometeram não demitir seus funcionários, o que diminuiu um pouco a pressão econômica pela reabertura da economia. Mas, como em outras partes do mundo, os palestinos agora estão começando a sentir a pressão econômica do fechamento econômico, e o próximo desafio é evitar um colapso socioeconômico.

Israel venceu a primeira onda

Em Israel, a situação também é relativamente boa. Até essa quarta-feira (13), o país registra 260 mortes entre 16.500 casos. Na semana passada, houve dias sem mortes. O número de novos casos já é inferior a 25 infecções por dia. Tudo isso leva os especialistas a acreditar que o pior já passou e que a primeira onda da epidemia praticamente terminou em toda a região.

Em Israel, o surto de Covid-19 começou em 21 de fevereiro e 11 de março, mesmo antes da primeira vítima, o governo israelense decretou regras estritas sobre distância social.

Os israelenses basicamente entraram em um “confinamento”: eles não podiam sair de casa a mais de 100 metros de distância, com exceção de supermercados e farmácias (com exceção de trabalhadores essenciais).

O sucesso dessas medidas é ainda mais latente quando Israel é comparado a outros países, como no caso da Suécia, um país com um número semelhante de habitantes, em torno de 10 milhões.

fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05/13/apesar-de-superpovoada-faixa-de-gaza-desafia-previsoes-e-evita-surto-de-coronavirus.ghtml

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