Zuckerberg fez amizade com autocratas

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Eles não têm muito em comum, mas são aliados na erosão da democracia no mundo. Ambos gostam do verbo “dominar”. Nesta semana, Donald Trump foi ouvido em um telefonema com os governadores dizendo que eles pareceriam “um monte de idiotas” se não dominassem os protestos contra a morte de George Floyd, que foi morto por asfixia por um policial branco em Minneapolis. .

Na sede do Facebook, Mark Zuckerberg costumava gritar “Dominação!” nas reuniões com a equipe, quando ele também gritava, em macarons latinos, “Cartago deve ser destruído!” – O alvo era o Google, não a cidade inimiga da Roma antiga, essa é uma fixação do mini-imperador do Vale do Silício desde a adolescência.

A crônica do declínio da democracia mundial na segunda década do século 21 deve passar pela sede do Facebook em Menlo Park, Califórnia.

Mark Zuckerberg durante o discurso em Washington – Andrew Caballero-Reynolds -17.Out.2019 / AFP

Da Índia às Filipinas, dos Estados Unidos à hacker Rússia, nenhuma empresa cooperou tão efetivamente com a eleição de autocratas (Narendra Modi, Rodrigo Duterte e Donald Trump), incitou a limpeza étnica ou alimentou o terrorismo religioso.

Se a imagem de Zuckerberg começou a ser seriamente corroída depois que Trump foi eleito com sua ajuda, esta semana marcou a crise mais séria para o fundador do Facebook.

A decisão de não censurar os posts incendiários de Donald Trump sobre os protestos, como o Twitter fez nesta sexta-feira (29), está provocando uma rebelião entre os anfitriões da empresa, com demissões de executivos e engenheiros em desacordo com Zuckerberg.

Jornalistas que cobrem o Vale do Silício sempre usaram entrevistas fora do local com funcionários do Facebook, críticos do comportamento do fundador que, em um jantar privado na Casa Branca, felicitaram Trump por ser o número um na plataforma.

Na segunda-feira (1), iniciou-se um movimento de fechamento virtual que chegou a centenas de funcionários. Desta vez, eles vão ao Twitter para criticar o fundador da empresa.

Um profissional do Facebook tentou recrutar e postar a oferta da empresa on-line e sua resposta, explicando que não faria parte de uma corporação que ganha dinheiro com “anúncios que promovem a violência”.

Quando Trump assinou uma ordem executiva (semelhante a um decreto presidencial no Brasil) em retaliação à decisão do Twitter de censurar sua publicação, o objetivo foi diferente, conforme observado pelo acadêmico Zeynep Tufecki, um acadêmico em tecnologia digital.

Embora seja improvável que a ordem mude como um instrumento de repressão contra empresas de tecnologia, foi um gesto dirigido a Mark Zuckerberg, de quem Trump depende para a reeleição, no momento em que o navio republicano começa a regar.

Em 2016, Zuckerberg colocou sua equipe para trabalhar nas campanhas de Hillary Clinton e Trump.

Mas Hillary, além de não entender o poder do Facebook, tinha muitos fundos para uma campanha tradicional. Trump não apostou fortemente nos algoritmos de Zuckerberg, auxiliados pelos hackers de Vladimir Putin, que até chamaram protestos raciais na plataforma.

Mark Zuckerberg criou sua imagem de libertário de camiseta e jeans, mas o dorminhoco não é o ocupante cada vez mais ditatorial da Casa Branca.

É uma vitória tripla para os democratas em novembro, com a retomada da presidência, do Senado e a manutenção da maioria na Câmara.

Nesse cenário, o domínio que ele celebra em latim pode ser, como disseram os soldados alemães ao fugir de Stalingrado, “kaputt”.

fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2020/06/zuckerberg-se-tornou-o-amigo-dos-autocratas.shtml

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