Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco

Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco
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23 de junho de 2020
Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco
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23 de junho de 2020

Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco

Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco

Uma situação sem precedentes pode levar o Brasil a um interesse negativo, diz Gustavo Franco

(Bloomberg) – As taxas de juros brasileiras atingiram quase 50% quando Gustavo Franco comandou o Banco Central no final de 1998, e o país tentou defender a estabilidade econômica contra os impactos causados ​​pelas crises asiática e russa. Agora, mais de 20 anos depois, o economista ainda vê a possibilidade de o Brasil embarcar em uma estratégia negativa de taxa de juros para combater a pandemia de coronavírus.

“Que coisa extraordinária, o país que já foi campeão mundial de interesse e que talvez já tenha muito pouco interesse”, diz o ex-presidente do BC e sócio fundador da Rio Bravo Investimentos, em entrevista por telefone.

Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic para um novo recorde de 2,25% e manteve a porta aberta para uma nova redução, embora em menor grau. O alívio monetário visa estimular uma economia que pode ter uma recessão de 6,5% e inflação abaixo da meta este ano, como resultado de meses de deflação.

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“Você pode imaginar se o Brasil não experimentará um ambiente com taxas muito baixas ou negativas”, diz Franco. O fenômeno já ocorre nos países desenvolvidos e pode ocorrer no Brasil se o BC não conseguir crédito para empresas menores. Nesse caso, o BC teria que ter duas taxas de juros novamente, uma para emprestar e outra para emprestar recursos, como outras autoridades monetárias, segundo ele.

Credibilidade BC

Além do impacto da crise do coronavírus, com mais de 1 milhão de infectados e 50.000 mortes no país, Gustavo Franco diz que a credibilidade do Banco Central tem sido decisiva na gestão do sistema de metas de inflação. Mesmo antes da doença se estabelecer no país, o BC já estava experimentando níveis recordes de baixas taxas básicas.

Franco, um conhecido defensor de reformas e privatizações tributárias, diz que mesmo o agravamento das contas públicas causadas pelos gastos com a pandemia não está impedindo a queda da inflação e das taxas de juros. “Deveríamos ter taxas de juros tão pequenas com uma política fiscal substancialmente melhor, mas as baixas taxas de juros se devem à credibilidade alcançada pelo BC”.

Ainda assim, ele argumenta que os gastos para combater a pandemia devem ser temporários, para evitar maior deterioração fiscal.

Para o ex-presidente do BC, a estrutura de saneamento, preparada com o objetivo de expandir o investimento privado no setor, pode ter a aprovação facilitada pela ameaça do coronavírus: a votação está marcada para esta semana no Senado. “A pandemia mostrou o quanto é importante para a população ter uma rede de esgoto e água”.

fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/situacao-inedita-pode-levar-brasil-a-juro-negativo-diz-gustavo-franco/

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