Senado adia discussão sobre limite de juros e cheque especial no cartão de crédito

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu adiar qualquer discussão sobre o projeto que limite as taxas de juros cobradas nas operações com cartão de crédito e cheque especial, pelo senador Álvaro Dias (Pode-PR)

A proposta estava na agenda plenária da semana passada, mas foi retirada após pressão do setor financeiro, que considera a medida uma “agenda de bombas”, como o Valor avançou na semana passada.

– Foto: Beto Barata / Agência Senado

O adiamento foi acordado na reunião dos líderes, realizada na segunda-feira, depois que vários senadores manifestaram oposição à proposta, que estabelece taxas de juros de 30% ao ano para cartões de crédito e descobertos, além de 35% para as fintechs. Dada a falta de consenso, Alcolumbre concordou em avaliar o assunto até a próxima semana.

Originalmente, a proposta do líder de Pode limitava o interesse a 20% ao ano, mas o repórter do texto, Senador Lasier Martins (Pode-RS), decidiu aumentar esse percentual para 30% como forma de reduzir a resistência de alguns bancos. .

Na primeira versão do texto, Dias também estabeleceu um período específico para a duração do limite extraordinário, entre março de 2020, quando a nova pandemia de coronavírus começou a avançar no país e julho de 2021.

Lasier, por sua vez, decidiu restringir as mudanças à duração do período de calamidade pública, decretada pelo presidente Jair Bolsonaro em 31 de dezembro deste ano.

Representantes do setor financeiro tentaram convencer os senadores de que a aprovação de um limite nas taxas de juros para cartões de crédito e descobertos poderia ser um sinal negativo para a economia brasileira. O argumento principal é relembrar a experiência do Plano Cruzado, que também usou o congelamento para tentar controlar a inflação.

Nesse sentido, os representantes das instituições financeiras alertaram que a criação de um teto nas taxas de juros pode causar escassez de crédito e, consequentemente, escassez. Outra consequência seria possível superinflação.

Em nota técnica entregue aos senadores e obtida pelo Valor, os bancos reagem aos projetos que foram colocados nas primeiras linhas para votar.

fonte: https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/05/18/senado-adia-discussao-sobre-teto-de-juros-para-os-bancos.ghtml

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