O que a investigação que levou à prisão de Sara Winter investiga

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Direitos autorais da imagem INSTAGRAM | SARA WINTER Image caption Sara Winter é a principal porta-voz do grupo ‘300 do Brasil’

Na manhã desta segunda-feira (15), a Polícia Federal emitiu seis mandados de prisão contra líderes do movimento conhecidos como “300 do Brasil”, incluindo a militante de direita Sara Winter.

As prisões ocorreram como parte de uma investigação sobre violações da Lei de Segurança Nacional, uma lei criada durante a ditadura militar (1964-1985).

Ao solicitar as prisões, a Procuradoria Geral da República (PGR) argumentou que Sara Winter e os outros militantes continuaram a “organizar e captar recursos financeiros” para ações abrangidas pela Lei de Segurança Nacional, como atacar a integridade física dos chefes de Poderes. da República.

Após a prisão, Sara Geromini (o verdadeiro nome do militante) foi levada à Superintendência Regional da PF em Brasília, onde testemunhou por cerca de uma hora. Ela e os outros cinco líderes do movimento que foram presos devem permanecer na prisão por cinco dias no início.

Segundo o PGR, o objetivo das detenções temporárias é “ouvir os investigados e coletar informações sobre como o esquema criminal funciona”.

Segundo a defesa de Sara Winter, a prisão ocorreu devido ao lançamento de fogos de artifício contra o edifício do STF, que ocorreu no sábado à noite. A acusação, no entanto, não coincide com as datas do processo: o PGR solicitou as prisões na sexta-feira (12), embora tenham sido autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes no domingo (14).

Desde o final de maio, Sara Winter provocava Alexandre de Moraes. Nas redes sociais, ela disse que coletaria informações sobre o ministro; que ele procuraria pessoas próximas a ele e que descobrisse detalhes sobre a vida do membro do STF. “Nunca mais haverá paz em sua vida”, disse ela sobre o ministro.

Principal organizador do acampamento na Esplanada dos Ministérios, Winter admite que muitos dos membros do grupo estão armados.

No final de maio, Winter foi alvo de apreensão em outra operação da Polícia Federal determinada pelo Supremo Tribunal Federal, mas na época, o procedimento fazia parte da “investigação de notícias falsas”.

Alguns dias depois, em 31 de maio, o grupo dos “300 do Brasil” realizou uma tocha e uma máscara de protesto em frente ao prédio da Suprema Corte.

Consulta confidencial do STF

As prisões de inverno e os outros cinco militantes ocorreram sob a chamada “investigação de protestos antidemocráticos”: uma investigação solicitada pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras, em 20 de abril, para investigar as pessoas que começaram a organizar protestos contra a regime. democracia representativa em vigor no país.

Entre os objetivos da investigação estariam até os deputados federais que apóiam o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e é por isso que o caso está pendente no STF. O procedimento é confidencial.

A investigação foi aberta pelo STF no dia seguinte ao pedido da PGR, em 21 de abril, e seu relator é o ministro Alexandre de Moraes. O ministro também é relator da investigação Fake News, que também envolve pessoas próximas ao presidente.

Direitos autorais da imagem INSTAGRAM | SARA INVERNO Legenda da imagem Principal organizadora do acampamento na Esplanada dos Ministérios, Winter admite que muitos dos membros do grupo estão armados

A decisão de Aras de iniciar a investigação ocorreu após os protestos de 19 de abril em Brasília: naquela ocasião, Jair Bolsonaro quebrou o atual isolamento social no Distrito Federal para cumprimentar os manifestantes em frente à sede do Exército.

Muitos deles carregavam cartazes pedindo o fechamento do Congresso e pregavam “intervenção militar”, além de pedir o retorno da AI-5, uma medida que apertou o regime militar.

No momento da abertura da investigação, Alexandre de Moraes disse que os eventos apresentados pelo Ministério Público eram “muito graves”.

“É essencial verificar a existência de organizações e esquemas de financiamento para manifestações contra a democracia e a disseminação massiva de mensagens que atacam o regime republicano, bem como suas formas de gestão, liderança, organização e propagação que visam prejudicar ou expor perigos. Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes estabelecidos e o Estado de Direito Democrático, prejudicando o manto da arbitrariedade e da ditadura “, escreveu Alexandre de Moraes em nota na época.

Fim de semana movimentado em Brasília

O fim de semana foi movimentado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Na manhã de sábado, uma operação do Governo do Distrito Federal desmantelou o campo dos “300 do Brasil”, coordenado por Sara Winter, no estacionamento do Ministério da Justiça, na Esplanada.

Participaram da ação membros da Polícia Militar do DF, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado de Proteção à Ordem Urbana (DF Legal). Spray de pimenta foi usado para dispersar alguns dos manifestantes, que se recusaram a sair.

Tiras, lonas e estruturas metálicas foram removidas. Também foi retirada a barraca “QG Rural” em Brasília, posto mantido por produtores rurais pró-Bolsonaro, instalado em conjunto com o Ministério da Agricultura.

Ainda neste sábado, militantes bolonaristas dos “300 do Brasil” e outros grupos tentaram invadir o Congresso Nacional e subiram ao topo do prédio principal do prédio que abriga o Legislativo, a área é restrita ao público.

No sábado à noite, outra manifestação: desta vez, usando fogos de artifício, ele atirou no prédio do STF. A defesa de Sara Winter nega seu envolvimento neste episódio.

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fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53058547

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