O grupo de trabalho de Lava-Jato diz que um advogado foragido é um “mentiroso teimoso” e tentou enganar autoridades

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BRASÍLIA – A Força-Tarefa da Operação Lava Jato afirmou, em nota publicada nesta quarta-feira, que o advogado fugitivo Rodrigo Tacla Duran tentou “enganar as autoridades do Brasil e do exterior para obter impunidade” e alertou que não sabia se a Procuradoria Geral da República ( PGR) possui as informações necessárias para a negociação do contrato de colaboração, como detalhes sobre o patrimônio oculto de Tacla Duran e as investigações contra ele.

A nota do grupo de trabalho de Curitiba foi publicada depois que um relatório da GLOBO revelou na quarta-feira que o procurador-geral da República, Augusto Aras, iniciou uma negociação com Tacla Duran, que os promotores rejeitaram em 2016 uma proposta de acordo da Lava -Jato por suspeita de omissão de informações e proteção de seus ativos no exterior. A proposta de colaboração de Tacla é dirigida a um amigo de Moro, o advogado Carlos Zucolotto, acusado por Tacla de receber US $ 5 milhões em troca de prometer obter benefícios de sua negociação na época, uma declaração que foi finalmente rejeitada. pela força-tarefa.

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Aras deixou a força-tarefa Lava-Jato fora do acordo. Na nota, o grupo de trabalho alerta para a necessidade de o PGR estar ciente das investigações contra Tacla Duran.

“Existem diferentes linhas de investigação em andamento relacionadas a Rodrigo Tacla Duran, algumas das quais já levaram a quatro ações criminais às quais ele está respondendo no Brasil, por lavagem de dinheiro de centenas de milhões de reais, respaldadas por evidências como Brasil e exterior, e-mails e declarações de executivos de diferentes contratados “, afirma a nota.

“A força-tarefa não sabe que o escritório do procurador-geral tem informações sobre as linhas de investigação e outros potenciais envolvidos nos crimes, fatos que o funcionário deve esclarecer por lei ou sobre os ativos do acusado, um fator igualmente essencial no processo. conclusão informada deste tipo de acordo “, completa o texto.

Os promotores também apontam problemas na credibilidade do advogado, por ter tentado enganar as autoridades brasileiras e estrangeiras.

“Existe um corpo de evidências muito sólido, incluindo o relacionado às linhas de investigação atuais, que mostram que Rodrigo Tacla Duran constantemente procurou enganar as autoridades do Brasil e do exterior para obter impunidade. Por exemplo, ele declarou à Interpol que seus pedidos de prisão e extradição teriam sido revogados, quando isso não fosse verdade, e apresentariam contratos falsos para justificar operações de lavagem de dinheiro, mascarando as operações ilegais como se fossem serviços legais ou transações legítimas, mesmo diante de autoridades de outros países. e estrangeiros, para tentar evitar sua responsabilidade e a perda do crime milionário que eles mantêm no exterior, que teriam trabalhado como advogados de empresas contratadas como a UTC e a Odebrecht, amplamente demonstradas como falsas “, diz a nota. .

O grupo de trabalho continua: “Além disso, ele escondeu fatos das autoridades quando tentou chegar a um acordo de colaboração vencedor no passado. Tudo isso revela que Rodrigo Tacla Duran, além de ter cometido crimes graves, mentiu repetidamente para enganar as autoridades. e obter impunidade pelos crimes que cometeu “.

A nota observa que as alegações de Tacla Duran em relação a Zucolotto, que incluiriam a promessa dos supostos benefícios a serem obtidos do grupo de trabalho, são “falsas e fantasiosas” e já foram investigadas e arquivadas pela PGR.

“Além disso, Rodrigo Tacla Duran provou inventar histórias para atacar a credibilidade das autoridades, narrando falsamente, por exemplo, que os promotores brasileiros teriam se recusado a coletar seu testemunho na Espanha, quando foi ele quem informou expressamente as autoridades espanholas. que ele exerceria seu direito de silenciar, para que os promotores não se mudassem para a Espanha “, diz a nota dos promotores.

fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/forca-tarefa-da-lava-jato-diz-que-advogado-foragido-mentiroso-contumaz-tentou-enganar-autoridades-24460524

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