Linn Da Quebrada | Música e intérprete | Brasil

Linn Da Quebrada | Música e intérprete | Brasil

Um terrorista de gênero. Uma sirene de asfalto. Aquele que quebrou a costa de Adão: um novo Eva. Nem ator nem atriz: atroz. Um bicha preto de favela. Um bicha de transvestite. A Molotov Bicha: Aquilo que dinamita a masculinidade normativa apontando para si mesma. Linn Da Quebrada foi esses e muitos outros. De acordo com seu corpo em um processo de escavação de identidade, o compositor e intérprete brasileiro – que está lançando seu segundo álbum este ano, Travra Línguas – disse suas próprias rachaduras, que no circuito musical de seu país desencadearam terremotos.

– Minha palavra não é um espelho, mas um martelo que quebra as imagens que eu me construí. As identidades se desenvolvem como se fossem as terceiras pernas: elas nos dão estabilidade, mas nos imobilizam. Seja doloroso, é necessário rasgar -os para ganhar movimento. Destruí versões de mim de uma pergunta de mim: quem sou eu?

– A música tem um poder de normalização de certas empresas. Há uma repetição de problemas, como amor ou desejo, de um pacto narcísico de blanquitude e heteronormatividade. Decidi usar a música como mágica contra esse pacto silencioso e inconsciente, como uma arma para matar o homem branco em mim.

Do distrito de Fazenda da Juta, na zona de São Paulo, onde começou sua carreira como artista, Linn atirou abertamente nos regimes misóginos e heteronormativos de cenas como o funk carioca de seus programas provocativos e canções de Pajubá, seu seu primeiro disco. Sua raiva antimachista e anti-raiva foi o primeiro passo para, de acordo com suas palavras, imaginar “novas coreografias sociais”: ela mesma era um nó de articulação de um robusto coletivo de artistas negros do Brasil, como seu liciador e seu Jup do Bairro, Com aqueles que constroem uma rede política e emocional que deseja desafiar o mito da única história:

fonte: https://www.vice.com/es/article/ep4vvj/orgullo-vice-linn-da-quebrada-apuntarle-al-cuerpo-propio

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