Estados reduzem o intervalo entre as doses da vacina AstraZeneca; entender a medida em relação à variante delta

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O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina AstraZeneca foi encurtado em cidades de pelo menos sete estados do Brasil. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda 12 semanas (três meses), mas o prazo foi encurtado por gestores que buscam ampliar a proteção da população contra a variante delta do coronavírus.

Em resumo, o que está em jogo:

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O folheto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção e importação da tecnologia AstraZeneca, já informa que “a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira”.

A AstraZeneca reafirmou em nota ao G1 que “os estudos realizados até o momento mostram que a vacina é eficaz na prevenção do Covid-19 sintomático quando aplicada neste período”, de 4 a 12 semanas. O farmacêutico afirmou ainda que a vacinação com a segunda dose após 60 dias “foi avaliada em estudos clínicos e, por isso, está aprovada”.

O Ministério da Saúde afirmou que “acompanha a evolução das diferentes variantes do Sars CoV-2 no território nacional e está ciente da possibilidade de alterações nas gamas recomendadas”. A pasta disse ainda que “o assunto foi até amplamente discutido na Câmara Técnica Consultiva de Imunizações, em reunião realizada no dia 2 de julho deste ano, e o parecer (…) era de manter esse intervalo”.

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Visualização da variante delta

Até o momento, a variante gama é a dominante no país, mas casos delta foram confirmados no último mês, inclusive na cidade de São Paulo. Enquanto isso, menos de 14% da população brasileira recebeu as duas doses contra a Covid-19.

O baixo índice de adesão à segunda aplicação é um risco para o combate a todas as versões do vírus, pois garante maior proteção contra a versão grave da doença. A necessidade do ciclo completo de vacinação fica ainda maior quando o delta chega ao Brasil: estudos indicam que somente com a aplicação do reforço é possível interromper a nova variante.

Proteção com apenas duas doses

A revista científica “Nature” apresentou nesta quinta-feira (8) estudo assinado por cientistas do Instituto Pasteur e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS). Os resultados mostram que o delta é parcialmente resistente a alguns tipos de anticorpos, mas que duas doses da vacina Pfizer ou AstraZeneca / Oxford podem neutralizá-lo.

No G1, a AstraZeneca apontou outra pesquisa do governo do Reino Unido demonstrando a eficácia da vacina. O documento sobre o artigo publicado pela farmacêutica afirma que “duas doses da vacina COVID-19 AstraZeneca são 92% eficazes contra a hospitalização pela variante delta e não mostraram óbitos entre os vacinados”, dados publicados com base no estudo.

Medida apoiada por especialistas

“Neste momento, principalmente considerando a possibilidade de avanço da variante delta, que tem impacto protetor contra a infecção de pessoas que receberam uma única dose, é importante que avancemos no percentual com uma segunda dose. para o estado de São Paulo e também para o Brasil, pelo Programa Nacional de Imunizações ”, avalia Ethel Maciel, pesquisadora de pós-doutorado em epidemiologia.

André Bon, especialista em doenças infecciosas do Hospital Sírio-Libanês, também esclarece que a eficácia do imunizante “está mais relacionada à forma como foi produzido e ao tipo de antígeno utilizado”.

“Quanto antes conseguirmos aumentar a cobertura vacinal da população, melhor será”, diz André Bon, infectologista

Necessidade: planejamento e comunicação consistentes

O ideal, segundo todos os especialistas, é o máximo possível de imunizados. Isabella Balalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), explica que a confiança da população na vacina também está ligada à unidade de medidas e liderança dentro do programa de imunização.

“Idealmente, já teríamos toda a população com duas doses. Isso é ideal. Agora, de agora em diante, vamos ter um plano único. Porque cada um, cada estado, cada município faz diferente, isso gera muita dúvida, e a dúvida leva à não adesão da população ”, diz Isabella Balalai.

“Afinal, ainda somos um país. A vacinação, todas as campanhas, todos os resultados que alcançamos com a vacinação foram com todo o país fazendo o mesmo ”, acrescentou.

fonte: https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2021/07/09/estados-reduzem-intervalo-entre-doses-da-vacina-astrazeneca-entenda-medida-contra-a-variante-delta.ghtml

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