Escândalo de saúde no RJ: quase R $ 1 bilhão comprometidos com contratos de emergência

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Os primeiros sinais de problemas na contratação emergencial, sem licitação, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, no início da pandemia, surgiram na dificuldade de acessar dados públicos. O evento ocorreu no dia 9 do mês passado. Quando o problema foi detectado, a pasta relatou que um servidor teria bloqueado por engano o acesso e instituiu uma investigação para determinar responsabilidades. No dia seguinte, o ex-subsecretário de Saúde, Gabriell Neves, foi demitido e depois afastado do cargo.

Uma investigação do Grupo de Ação Especial do Ministério Público do Rio de Janeiro para Combater a Corrupção (Gaec) revelou irregularidades na compra de respiradores para hospitais da cadeia, envolvendo três empresas e o próprio subsecretário, preso no início de maio na Operação “Mercadores do Caos”. Segundo a acusação, Gabriell é suspeito de ter ingressado em uma organização criminosa para comprar respiradores a preços bem acima do valor de mercado, sem fazer uma oferta. No total, R $ 138 milhões foram comprometidos com o negócio, com R $ 33 milhões já pagos por mil respiradores. Apenas 52 foram entregues, que não são adequados para o tratamento de Covid-19.

No total, o governo do RJ comprometeu cerca de R $ 1 bilhão para fechar contratos de emergência, sem fazer uma oferta, para combater o Covid-19. Os valores iriam para a compra de respiradores, máscaras e testes rápidos. A maior parte desse dinheiro, quase R $ 836 milhões, seria destinada ao Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) da Organização Social (OS), responsável pelo Hospital da Campanha do Maracanã e pelas outras sete unidades que ainda não possuem foram entregues. . Mais de R $ 200 milhões já foram pagos ao sistema operacional, que também está sendo investigado na “Operação Placebo” lançada nesta terça-feira pela Polícia Federal de Brasília.

O ex-subsecretário chegou a fazer uma declaração enviada ao Ministério Público. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) investiga o caso porque o governador do Rio, Wilson Witzel, possui um fórum privilegiado.

Na semana passada, a Operação Favorita, do grupo de trabalho Lava-Jato, que envolveu o Ministério Público Federal, MPRJ, Polícia Federal e Serviço Fiscal Federal, prendeu 10 membros de outro grupo criminoso. Em uma das escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, o empresário Luiz Roberto Martins, designado como um dos operadores financeiros do empresário Mário Peixoto, diz a Elcy dos Santos, ex-diretora de um grupo de SO, que alguém do estado quer se registrar a fatura de R $ 250 mil para cada respirador, ou seja, um valor muito caro:

“Então me pergunte assim, você quer um pedacinho? Não, eu não quero nada que eles estejam fazendo. Um respirador de 32 mil reais, tem gente do Estado que quer colocar 250 mil na nota. Então todo mundo vai para a cadeia, depois de passar, teremos uma nova lavagem de carro “, diz Luiz Roberto. Elcy acrescenta: “O MP (Ministério Público) já disse que todos os contratos de emergência no estado e no município (…) estão monitorando”.

fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/escandalo-na-saude-do-rj-quase-1-bilhao-foi-empenhado-em-contratos-de-emergencia-24446001.html

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