Diogo Vilela estreia hoje em ‘Zorra’, com gravações à distância e elenco isolado

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Diogo Vilela estreia hoje em ‘Zorra’, com gravações à distância e elenco isolado

Em tempos de pandemia, as gravações ao vivo de programas de televisão continuam a ser ensaiadas. A saída é usar a tecnologia para manter os artistas em casa e alcançar o efeito desejado. É o que veremos na nova fase do humorístico Zorra, que retorna à Globo neste sábado, 15, com a direção geral de Mauro Farias. Entre os destaques está a chegada do ator Diogo Vilela, que conta com a ajuda do irmão para fazer as gravações em casa. “É um trabalho em grupo nunca feito antes”, disse, em entrevista ao Estadão, por e-mail.

Como foi planejado o programa nesta versão online?

Aliás, é a equipa de Zorra que, com muito talento e empenho, está a fazer acontecer. Acho que todos estão fazendo um trabalho incrível, coordenando todos, escrevendo as cenas. Agora, os atores, deste lado, estamos nos acostumando a lidar com a câmera, com a luz que eles mandam. Tenho a sorte de contar com a ajuda do meu irmão, que está me colocando em quarentena, ele tem uma grande habilidade com essa questão tecnológica, por isso me ajudou muito. A primeira semana foi a mais difícil, mas como os técnicos da Globo sempre nos ajudam remotamente, isso nos ajuda muito. Ainda assim, é o trabalho de um grupo muito grande que nunca foi feito antes.

Como foram os ensaios? Você improvisou?

A gente tem um ensaio técnico e uma leitura de texto toda segunda-feira, pra acertar a questão da luz, do enquadramento etc. Então, gravamos outro dia. Mas na cena, bem ali naquele momento. Da improvisação, não, de jeito nenhum, nossas falas são todas escritas pelos editores da Zorra, que por sinal são sensacionais. O texto é primoroso e não há nada a acrescentar. Eles parecem me conhecer há anos (risos).

Com a distância, a montagem dos esboços foi complicada?

Como é interagir com colegas estando distante?

Acho isso curioso, pode ser visto como um exercício cênico de concentração e imaginação. Imagine como será a reação do colega ao meu discurso. ‘Temos que criar a cena imaginando, assumindo a resposta do colega.’ O texto de Zorra também é tão bom, que ao lê-lo já podemos ter essa visão clara da réplica. O texto nos dá tudo, desde a ‘bandeja’, então simplesmente ajustamos nossa intenção à realização remota da cena. Portanto, no geral, acho isso muito interessante. E pelo que os diretores nos contam, parece que está ficando realmente incrível. Estou curioso para ver como tudo vai no ar.

Qual é a sensação de estar na frente de Marisa Orth novamente? Conhecer você por meio de outros programas torna sua vida mais fácil?

Olha, o melhor é que eu já conhecia colegas de outros empregos, principalmente da Marisa, então isso facilita muito para mim. Eu digo que Marisa e eu temos um chamado “casamento no palco”. Já tocamos várias vezes juntos. Fizemos Toma Lá Dá Cá, onde fui marido dela por três anos consecutivos, fizemos Deus Nos Acuda, entre outras coisas. Às vezes, nos olhamos e já sabemos qual será a intenção do outro na cena, então isso é muito especial. Eu acho a Marisa ótima! Estou muito feliz por estar em um projeto com ela e também com tantos outros colegas especiais.

Você terá novos talentos do humor, dessa nova geração, quais nomes você se destaca?

Ah! Seria injusto citar nomes aqui porque os considero muito talentosos. Estou impressionado com seu trabalho. Luísa (Périssé), filha do Lolô (Heloísa), que eu amo, Valentina Bandeira, Magda Gomes, que é incrível também, enfim, galera! Tem também o Paulo Vieira, o Fernando Caruso, que são brilhantes. Pessoas que eu só conhecia de ver, e agora posso trabalhar junto, então posso entrar no universo do meu colega, ver como ele funciona e tal. Para mim, isso é muito rico, muito bom.

Qual é a força do humor neste momento de incerteza?

O artista sempre trabalha em momentos difíceis em todas as circunstâncias, porque sobreviver da arte no Brasil é muito difícil. Eu me considero uma pessoa de sorte, porque tenho uma carreira muito rica e de sucesso, acho que o difícil é você se desconectar um pouco. E acho que estamos vivendo um momento particularmente trágico, na minha opinião. E Zorra vem trazer leveza a todos aqueles que sofrem com enormes ansiedades. Também temos de criar um lugar para o humor na nossa vida quotidiana e a Zorra vem aqui para cumprir esse papel. Eu sinto que as pessoas têm procurado muito por isso, esse relaxamento.

Você mantém algum personagem com mais carinho?

O personagem que mais gostei de interpretar em novela foi Fortunato em Quatro por Quatro, e adorei fazer Uálber de Suave Veneno, Leozinho de Sassaricando. Ah, gostei de fazer todos eles. Eu me envolvo muito com os personagens quando faço uma novela. É difícil escolher. Eu não fiz muito sabonete, mas graças a Deus tinha ótimos personagens!

“Pirate TV” é um marco. Sua vida profissional deu um novo rumo após o show?

Sim, claro! A TV Pirata foi maravilhosa. Eu era um ator, até então, que já tinha feito algumas coisas na televisão, mas se formou uma opinião positiva sobre o nosso trabalho. Devo muito à TV Pirata, porque sim, ela espalhou muito do meu trabalho. E depois me tornei produtor de teatro, sempre com a casa cheia. As pessoas ficaram curiosas, porque o nosso trabalho na série foi muito diversificado, o que deu aos atores aquele ‘selo’ de qualidade. A TV pirata foi um presente de Deus em minha vida.

Eu estava animado por estar no “Famous Show”,

que foi adiado devido a covid-19?

Fiquei super feliz com a oportunidade de participar do programa Show dos Famosos no Fausto. Essa pintura é fantástica e revela o verdadeiro talento do artista em todos os sentidos. Na performance dele, na dança, no canto, e eu faço isso há anos no teatro. Preparei muito para a pintura e adoraria fazê-lo. Venho estudando canto lírico desde 1996, e no teatro musical tenho explorado muito esse meu lado, que talvez o público da televisão não conheça tanto, então seria muito bom participar do filme.

Ele pretende fazer seu ‘Cauby! Cauby! “?

Sim! Como estamos enfrentando uma pandemia, não podemos fazer o show de uma forma comum, com o público. Vou fazer o show Cauby Romântico, que vai estar no Net Theatre, no Rio, e vai ao ar na internet e nas redes sociais dia 24 de setembro. É só uma hora de programa, selecionamos algumas músicas e algumas situações da vida de Cauby. Para mim, fazer teatro agora é um ato de resistência.

Como está sua quarentena?

Tenho tanto o que fazer em casa (risos), tantas coisas aconteceram na minha vida nessa pandemia, trabalho na Zorra, que não dá para ser chato.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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fonte: https://istoe.com.br/diogo-vilela-estreia-hoje-no-zorra-com-gravacoes-remotas-e-elenco-isolado/

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