Bolsonaro trata Aras como promotor premiado

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Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na “Folha de S.Paulo” (repórter, diretor da filial de Brasília, editor-chefe colunista). É co-autor do livro “A História Real” (Editora Ática, 1994), que revela nos bastidores a elaboração do Plano Real e a primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso para a Presidência da República. Em 2011, ele ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Região Sudeste) com a série de relatórios chamados “Os Documentos Secretos do Exército”.

O que diferencia um procurador-geral de um abrigo é a curiosidade. O acumulador tem uma vontade inabalável de acreditar. O promotor tem um desejo incontrolável de descobrir. Jair Bolsonaro envergonha Augusto Aras toda vez que insinua que pode recompensá-lo se sua crença em um refúgio se mostrar mais forte do que sua desconfiança em relação a um promotor.

“Se uma terceira vaga aparecer, espero que ninguém desapareça, mas Augusto Aras está fortemente na terceira vaga”, disse Bolsonaro sobre a possibilidade de nomear o procurador-geral para um cargo no Supremo Tribunal Federal. O capitão opera ao ar livre, ignorando o mecanismo tradicional de ocultação. Em uma única frase, parecia indecoroso e rude.

Bolsonaro carecia de decoro quando tratava Augusto Aras como uma espécie de promotor premiado, o tipo que troca clemência pela perspectiva de ganho pessoal. Ele perdeu a delicadeza ao afirmar que tem a morte de uma toga para ter um lugar adicional além dos dois que ele indicará graças à aposentadoria de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

Augusto Aras faria bem em dizer algumas palavras sobre o assédio de Bolsonaro. Algo assim: “Respeite-me, presidente”. Seria ainda melhor se, ao decidir sobre as investigações que interessam a Bolsonaro, ele revelou que aprecia a curiosidade. O promotor deve esclarecer rapidamente se seu interesse é uma exclamação ou um ponto de interrogação. A coisa está ficando feia.

fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2020/05/29/bolsonaro-trata-aras-como-um-procurador-premiado.htm

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