Bolsonaro “não tem motivos ou argumentos”, ataca Moro

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, respondeu ao presidente Jair Bolsonaro que, na segunda-feira de manhã, o descreveu como um “covarde” quando o acusou de dificultar a posse e o transporte de armas no Brasil. . Na reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro pressionou o ex-ministro a assinar uma portaria para aumentar o limite para a compra de munição no país e defendeu armar a população contra funcionários do governo que impõem quarentena nos estados e municípios.

Foto: Gabriela Biló / Estadão Content

Em uma nota publicada na segunda-feira 1, Moro defendeu o isolamento social como a medida mais eficaz para combater a pandemia e criticou o que o governo chamou de “ofensas e bravatas”.

O ex-ministro disse que procurou secretários de segurança do Distrito Federal e do Estado, durante a pandemia, na tentativa de “evitar o máximo possível o uso da prisão como uma sanção por violação do isolamento e quarentena”, mas reconheceu que a medida é prevista na Constituição para quem, consciente de estar infectado, não cumpre o isolamento. Moro também acusou o presidente de tentar usar políticas para facilitar a posse e posse de armas para “promover uma espécie de rebelião armada contra as medidas sanitárias impostas pelos governadores e prefeitos”.

O ex-ministro também criticou a revogação das regras relativas ao controle de armas e munições, correndo o risco de “desvio de armas destinadas a proteger cidadãos comuns em benefício de criminosos”. No mês passado, conforme determinado pelo presidente, o Ministério da Defesa revogou três portarias do exército brasileiro que, na prática, dificultavam o crime organizado para acessar munições e armas perdidas pelas forças policiais do país. O Ministério Público Federal chamou a Justiça para que as medidas sejam retomadas.

A falta de alinhamento da ex-juíza Lava Jato com a política de armas do governo já havia sido expressa pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Em comunicado à Polícia Federal, o parlamentar afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “não confiaria” no ex-CEO da corporação, Maurício Valeixo, porque Moro era “desarmamento”. Zambelli foi chamado para testemunhar no âmbito da investigação aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar se Bolsonaro havia tentado interferência indevida na PF, como Moro apontou ao deixar o governo.

LEIA A INTEGRAÇÃO DA NOTA DE SÉRGIO MORO

Nas declarações do Presidente em Alvorada sobre minha administração no MJSP, forneço os seguintes esclarecimentos:

1 – São necessárias medidas de isolamento e quarentena para conter a pandemia de coronavírus e salvar vidas. Eles devem, é claro, ser acompanhados de medidas para economizar empregos, renda e negócios. Sempre argumentei que medidas devem ser aplicadas através do diálogo e da persuasão. Mas a legislação fornece como um recurso excepcional para a prisão, de acordo com o art. 268 do Código Penal. A Portaria Interministerial Nº 5 sobre medidas de isolamento e quarentena, que editei em conjunto com o Ministro Mandetta, apenas esclareceu a legislação e deixou muito claro que a prisão era uma medida muito excepcional e destinada principalmente àqueles que, cientes de estarem infectados, não o fizeram. fez isso. isolamento realizado ou quarentena. Durante meu mandato como Ministro da Justiça e Segurança Pública, conversei com os Secretários de Segurança dos Estados e do Distrito Federal para evitar, tanto quanto possível, o uso da prisão como uma sanção por quebra de isolamento e quarentena. Secretárias de segurança em 22/04/2017 20. Acredito na construção de políticas públicas por meio do diálogo e da cooperação, como deveria ser, de forma alguma ofenda ou bravata.

2 – No que diz respeito às políticas para facilitar a posse e a posse de armas, são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não pode ser, como o Presidente deseja, promover uma espécie de rebelião armada contra as medidas sanitárias impostas pelos governadores. e prefeitos, também não é recomendado que os mecanismos para controlar e rastrear o uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, pois existe o risco de desvio de armas destinadas a proteger cidadãos comuns em benefício de criminosos. A revogação pura e simples desses mecanismos de controle não é uma medida responsável.

3 – Em relação à ofensa pessoal cometida, entendo que quem utiliza esse recurso é porque não tem motivos ou argumentos.

Curitiba, 1 de junho de 2020.

Sergio Fernando Moro

fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/bolsonaro-nao-tem-razao-ou-argumentos-ataca-moro,85c6f22bd062a6fcaa876ab79807a8cbp3sd1orp.html

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