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“A Polícia Federal atua de forma autônoma”, diz Mourão

“A Polícia Federal atua de forma autônoma”, diz Mourão

O vice-presidente não comentou as ordens de busca e apreensão na área da investigação de notícias falsas.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse na quarta-feira 27 que a Polícia Federal é “autônoma” e “exerce seu papel” nas investigações. De um modo geral, se o FP não tiver uma ação independente, “não cumprirá sua missão”. No entanto, Mourão evitou comentar as ordens de busca e apreensão no contexto da investigação de notícias falsas, realizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil / Estadão Content

Empresários, políticos e blogueiros aliados ao presidente Jair Bolsonaro foram atacados na quarta-feira pela Polícia Federal no processo de investigação de ataques contra ministros da Suprema Corte. Há indícios de que os aliados de Bolsonaro ligados ao setor de serviços proíbam a divulgação de notícias falsas e odeiam conteúdo nas mídias sociais contra a Suprema Corte, o Congresso e outras instituições.

“A Polícia Federal tem independência, atua de forma autônoma”, afirmou Mourão, em entrevista à Rádio Gaúcha. Segundo o general, Bolsonaro “frequentemente sente” que existe um viés no tratamento dado a alguns membros de sua família. “E ele (Bolsonaro) procura se opor a isso”, argumentou.

Sem querer espalhar a controvérsia, o vice-presidente definiu como “normal” outra operação lançada pela PF, desta vez na terça-feira, 26, para investigar o desvio de fundos destinados a combater a pandemia de coronavírus no Rio. Governador Fluminense Wilson Witzel, oponente político de Bolsonaro.

“Na minha opinião (a operação de PF no Rio) é uma operação normal, assim como temos outra operação hoje, que a própria Polícia Federal está realizando, em relação à investigação de notícias falsas, pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou. . Mourão. Lembrando que essa investigação é realizada “sob os auspícios” de Moraes, o deputado admitiu que “será necessário ouvir pessoas ligadas teoricamente ao governo do presidente Bolsonaro, incluindo alguns deputados federais”.

Mourão negou que Bolsonaro e os deputados aliados soubessem antes da operação de terça-feira, com ordens de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras e em endereços ligados a Witzel. Porém, na segunda-feira 25, a vice Carla Zambelli (PSL-SP) indicou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que os governadores seriam investigados pela PF “nos próximos meses”. Zambelli posteriormente negou ter recebido informações com antecedência.

Ao ser questionado sobre o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, divulgado após autorização do ministro Celso de Mello, reitor da Suprema Corte, Mourão disse que a gravação acabou fortalecendo o governo. “Na minha opinião, como visto pelos apoiadores das redes sociais, houve um fortalecimento do governo porque grande parte da população concorda com a maneira como o presidente tratou os problemas que surgiram lá”, afirmou o vice-presidente. .

No entanto, o general observou que, como a reunião era “privada”, havia “discussões e expressões” que não eram as mais “apropriadas”. Na avaliação de Mourão, isso “não foi bom” para o Planalto. “Nesse dia em particular, ele (Bolsonaro) ficou irritado com alguma coisa e fez uma posição geral (para os ministros). E suas posições são geralmente feitas de uma maneira, digamos, muito assertiva, certo?” Ele observou o vício.

A reunião ministerial de 22 de abril faz parte da investigação aberta pelo ministro Celso de Mello no STF para investigar as acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que Bolsonaro interferiu politicamente na Polícia Federal.

fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/policia-federal-atua-de-forma-autonoma-diz-mourao,e25de0a2f3e2e861572889dc7f7c7fea7lz3rkf2.html

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