A operação da PF em Witzel foi motivada por um contrato entre a primeira-dama e a operadora de Mário Peixoto

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26 de maio de 2020
A operação da PF em Witzel foi motivada por um contrato entre a primeira-dama e a operadora de Mário Peixoto
O escritório da primeira-dama também é alvo de uma operação no Rio
26 de maio de 2020

A operação da PF em Witzel foi motivada por um contrato entre a primeira-dama e a operadora de Mário Peixoto

A operação da PF em Witzel foi motivada por um contrato entre a primeira-dama e a operadora de Mário Peixoto

A operação da PF em Witzel foi motivada por um contrato entre a primeira-dama e a operadora de Mário Peixoto

PRI – A decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, de emitir 12 mandados de busca na Operação Placebo foi baseada em dois fatos conhecidos durante as investigações. Durante a Operação Favorita, foi firmado contrato entre o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, e a empresa de serviços de diagnóstico limitada DPAD, associada a Alessandro de Araújo Duarte, nomeado operador do empresário Mário Peixoto. A decisão também menciona depósitos feitos em nome da esposa do governador.

O ministro Benedito Gonçalves também mencionou em sua decisão um almoço entre Mário Peixoto e o secretário de Estado para o Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, revelado pelo GLOBO na semana passada.

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Na decisão do ministro, afirma-se que o MPF “prova evidências da participação ativa do governador do estado no que diz respeito ao conhecimento e comando dos contratos celebrados com as empresas investigadas por hora (sic), mesmo sem ter assinado os documentos diretamente”

Em relação ao contrato entre a primeira-dama e a empresa DPAD Diagnostic Services Limited, o MPF informou ao STJ que “a nova troca de evidências do Tribunal Federal do Rio de Janeiro mostra um vínculo muito próximo e suspeito entre a primeira-dama do estado e as empresas de interesse da MP (Mário Peixoto), em particular o contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios entre seu escritório de advocacia e a empresa DPAD Serviços Diagnostics LTDA, bem como comprovante de transferência de recursos entre as duas empresas. ”

O MPF também relatou mensagens encontradas pela PF mencionando pagamentos a Helena Witzel. Segundo os investigadores, mensagens de 14 de abril de 2020 foram encontradas no e-mail de Alessandro Duarte com “documentos relacionados a pagamentos à esposa do governador”.

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Segundo o site da Receita Federal, os sócios controladores do DPAD são Alessandro de Araújo Duarte e Juan Elias Neves de Paula. Alessandro é um dos sócios da Serviços e Comércio Ltda. Do Rio de Janeiro, outra empresa que, de acordo com as investigações da “Operação Favorita”, tem vínculos com a Peixoto.

O Rio de Janeiro Serviços e Comércio possui contrato com a Fundação Estadual de Saúde no valor de R $ 27 milhões para fornecer empregados subcontratados em unidades hospitalares. Por sua vez, os e-mails encontrados na caixa de correio de Juan Elias mostram que ele tinha acesso a planilhas detalhando os custos do estabelecimento de hospitais de campo para Iabas.

Com o nome elegante da Rioslab, a empresa está sediada em Duque de Caxias e foi inaugurada em 2013. A GLOBO ainda não conseguiu falar com os representantes da empresa. Segundo o site de prescrição, suas principais atividades são: comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratório; Consultoria em tecnologia da informação; aluguel de suprimentos médicos; e aluguel de equipamentos científicos, médicos e hospitalares, sem operador. A empresa também possui serviços de laboratórios de anatomia patológica e citológica.

Os mandados de prisão foram baseados em duas investigações realizadas pelo grupo de trabalho Lava-Jato no Rio e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ambos relacionam o nome do governador do Rio, Wilson Witzel, com empresários e gerentes envolvidos com desvios nos recursos destinados a combater a pandemia do novo coronavírus no estado.

A investigação também inclui trechos de um testemunho de seis horas na semana anterior do ex-subsecretário de saúde do estado, Gabriell Neves, que está detido na prisão de José Frederico Marques, em Benfica.

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Outra alegada menção a Witzel nas investigações favoritas ocorreu durante uma ligação entre o empresário Luiz Roberto Martins Soares, um dos principais objetivos da operação, e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, no qual os dois mencionaram a revogação de uma resolução. articulação das secretarias estaduais de Saúde e da Casa Civil que desqualificaram o Instituto Unir Saúde para se antecipar à UPA estadual no ano passado.

O diálogo foi interceptado em 24 de março e Luiz Roberto Martins chama Bornier para dar as notícias sobre o ato de revogar a desqualificação da OS UNIR:

LUIZ: Estou ligando para lhe dar boas notícias.

BORNIER: hum

LUIZ: O Palácio Zero 1 assinou a revogação da desqualificação da UNIR.

BORNIER: esse relatório

LUIZ: aquela desqualificação que nos impediu de assumir a UPA. Eu sei que há muito pai aqui e eu teria que fazer DNA para descobrir quem é o pai.

BORNIER: Vamos conversar lá. De onde você vem Quando você planeja vir?

LUIZ: Não faço ideia nem quando

BORNIER: é bom se cobrir lá

LUIZ: Eu transmiti a você porque sei que você também tem uma parte de paternidade.

BORNIER: Espero que você fale conosco pessoalmente.

LUIZ: Tudo bem.

BORNIER: isso está correto.

LUIZ: Teremos que trabalhar nisso.

BORNIER: Tudo bem.

LUIZ: Agora o procedimento da coroa é difícil, certo?

BORNIER: Isso é complicado. Reserve-se lá.

LUIZ: Verifique também se estamos no grupo de risco.

BORNIER: Nós não podemos jogar.

LUIZ: claro.

BORNIER: A esposa está bem?

LUIZ: Tudo bem. Ele fez o procedimento, ok. Agora espere para ver o resultado.

BORNIER: ok. Tudo bom. Quando você sair, me avise.

LUIZ: quando eu descer vou dizer para você se encontrar

BORNIER: Ok. Disse

LUIZ: um abraço

O advogado Alexandre Lopes, que defende Mário Peixoto, negou as relações ilícitas entre o empresário e o governador. Ele disse, por nota, que “não há relação ilícita entre Mario Peixoto e o governador Wilson Witzel. Qualquer acusação a esse respeito é absolutamente irracional e irreal”.

Segundo ele, nenhuma empresa relacionada a Mario Peixoto contratou o governo, na área da saúde, durante a epidemia de Covid-19 e Mário Peixoto não tem relacionamento com Iabas. Para Lopes, questões políticas não devem ser misturadas com questões legais, e as investigações policiais devem ser guiadas por justiça.

Semelhança com o caso Adriana Ancelmo

Lopes disse ainda que Alessandro Duarte é consultor da empresa Atrio, da qual Mario Peixoto era sócio, mas não é mais. No entanto, a Duarte possui empresas próprias, atividades próprias e, segundo Lopes, sem nenhum vínculo com Mario Peixoto. O advogado também admitiu que Mário Peixoto e o advogado Lucas Tristão são amigos e afirmou que “o escritório do Tristão já prestou serviços jurídicos à empresa vinculada à família Peixoto”.

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A investigação sobre o escritório de Helena Witzel descrita na decisão do STJ é semelhante ao esquema que levou à condenação da ex-primeira dama Adriana Ancelmo em Lava-Jato. Segundo o juiz Marcelo Bretas, ele declarou na sentença em que sentenciou Adriana a 18 anos e 3 meses de prisão, sentença que foi reduzida em segunda instância para 12 anos e 11 meses, a ex-primeira dama agiu para seduzir os empresários a falsificar operações e promover atos de lavagem de dinheiro, com o escritório de advocacia que possui uma “arquitetura criminosa”. A investigação mostrou que as empresas com contratos com o governo Sérgio Cabral assinaram contrato com o escritório de Adriana.

fonte: https://oglobo.globo.com/rio/operacao-da-pf-sobre-witzel-foi-motivada-por-contrato-entre-primeira-dama-operador-de-mario-peixoto-1-24446318

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